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Maringá,16/04/2026

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Namorado de curitibana morta na Espanha volta ao Brasil.

Joel Lewandowski usou telefone de Gisele para avisar sogra e, segundo imobiliária, deixou país sem comunicar dívida de aluguel

João Marcelo/BandNews/
Namorado de curitibana morta na Espanha volta ao Brasil. Casal deixou o Brasil para tentar a vida na Espanha/ RedeSocial/

O namorado de Gisele Meira, brasileira de 32 anos encontrada morta em 30 de março no apartamento onde morava em Oliva, na província de Valência, na Espanha, retornou ao Brasil terça-feira (14) e avisou a mãe da vítima usando o celular dela, segundo a família.
Na mensagem enviada à sogra, o rapaz escreveu: "Oi, sogrinha. Estou no Brasil". A família afirma que só soube da volta dele ao país por esse contato, feito já em território brasileiro.
O advogado contratado em Valência para acompanhar o caso entrou em contato com a imobiliária responsável pelo imóvel onde Gisele morreu. Segundo o profissional, a empresa informou que Joel Lewandowski deixou todos os pertences da namorada dentro do quarto que o casal ocupava e, no mesmo dia da morte, assinou um novo contrato de locação em outro endereço.
A imobiliária relatou ainda que Joel deixou dívidas e não comunicou que sairia da Espanha. Joel disse para a família de Gisele que trouxe apenas os documentos, o notebook e o celular da namorada que foram enviados pelos Correios.
Família contesta versão de suicídio
No dia em que Gisele foi encontrada morta, o namorado disse à família que a achou pendurada por uma corda, em um aparente suicídio. Os parentes contestam essa versão e cobram esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte. De acordo com os relatos dos familiares, a polícia não chegou a ser acionada naquele momento e, por isso, as autoridades espanholas não abriram um inquérito imediatamente. Agora, uma denúncia deve ser formalizada, e o consulado brasileiro vai pedir a abertura de investigação sobre o caso.
Nesta sexta-feira, parentes de Gisele devem ir ao Consulado Geral da Espanha em São Paulo para emitir uma procuração. O documento dará ao advogado espanhol poderes para acessar o processo e acompanhar eventuais diligências oficiais.
Convivência difícil em apartamento compartilhado
Gisele Meira
se mudou para Oliva no fim do ano passado, juntamente com o namorado. Eles viviam em um imóvel compartilhado com outros dois hóspedes, descritos pela família como imigrantes que seriam marroquinos.
Segundo os parentes, Gisele contou que só soube da presença desses outros moradores após deixar o Brasil. Em áudios enviados à mãe, ela disse que tinha medo da situação no apartamento.
Uma das queixas recorrentes era o comportamento de um dos homens, que, de acordo com Gisele, circulava pela casa usando apenas uma toalha. A situação contribuía para o desconforto da brasileira no imóvel.
Poucos dias antes de ser encontrada morta, Gisele avisou à família, que mora em Curitiba, que pretendia sair do apartamento. Entre as possibilidades, ela mencionou alugar um imóvel diretamente com um proprietário ou até se mudar de cidade, planos interrompidos pela morte em 30 de março.




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