Propina para funerária furar “fila da morte”
Uma operação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) investiga esquema suspeito de pagamento de propina a servidores da saúde
Reprodução/Gaeco/ Batizada de Operação Thánatos, a ação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) contra um possível direcionamento ilegal de serviços funerários em Lages (SC).
Segundo a investigação, funcionários públicos teriam repassado informações antecipadas sobre óbitos ocorridos em hospitais, atendimentos do Samu e até em residências.
Com esses dados em mãos, representantes da funerária conseguiam chegar antes aos familiares, burlando o sistema de rodízio municipal.
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, foram encontrados R$ 80 mil em espécie.
Além disso, o Ministério Público identificou movimentações bancárias compatíveis com pagamento de propina a servidores.
A apuração aponta que havia comunicação frequente entre funcionários da funerária e agentes públicos com acesso direto às ocorrências de morte.
Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão. O material recolhido será analisado pela Polícia Científica para aprofundar as investigações.
Nome da operação
O nome “Thánatos” faz referência à figura da mitologia grega associada à morte, em alusão direta ao foco da investigação e à tentativa de interromper práticas ilícitas ligadas ao setor funerário.
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