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Maringá,29/03/2026

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Indonésia proíbe redes sociais a menores.

O país asiático passa a integrar a lista de países que optaram por legislar para proteger os mais jovens nas plataformas digitais.

AFP (AGENCIA FRANCE PRESS)
Indonésia proíbe redes sociais a menores. Adolescentes usando smartphones na Indonésia Foto: YASUYOSHI CHIBA / AFP

Quase 70 milhões de crianças e adolescentes na Indonésia ficaram oficialmente excluídos das redes sociais após a entrada em vigor neste sábado (28) de uma norma que proíbe seu uso por menores de 16 anos.

O arquipélago asiático, com 284 milhões de habitantes, passa assim a integrar a lista de países que optaram por legislar para proteger os mais jovens dos efeitos prejudiciais da exposição prolongada a conteúdos viciantes nas plataformas digitais.

As contas pertencentes a menores de 16 anos devem começar a ser desativadas a partir deste sábado em redes consideradas “de alto risco”, entre elas YouTube, TikTok, Facebook, Instagram, Threads, X, Bigo Live – especializada em vídeo ao vivo – e o jogo Roblox.
X e Bigo já aplicaram a nova regra e elevaram a idade mínima de uso para 16 e 18 anos, respectivamente, informou na sexta-feira à noite a ministra das Comunicações, Meutya Hafid, pouco antes da entrada em vigor da proibição.
As demais plataformas digitais devem “adaptar imediatamente seus produtos, funcionalidades e serviços à normativa vigente”, acrescentou a funcionária em uma entrevista coletiva.
Ela advertiu que não haverá “margem para concessões” para as redes sociais que operam na Indonésia.

O TikTok afirmou na sexta-feira, em um comunicado, seu compromisso de cumprir a medida, incluindo “tomar as medidas adequadas em relação às contas de menores de 16 anos”. No entanto, o governo indonésio não indicou como pretende controlar o veto. A responsabilidade de restringir o acesso dos menores recai sobre as próprias plataformas, que se expõem a multas e até a suspensões se não aplicarem as novas medidas.

Vários países, entre eles a Austrália, endureceram as restrições de idade nas redes sociais, em um contexto de crescente preocupação com a exposição de menores a conteúdos prejudiciais e com o aumento do tempo que passam diante das telas.
Nos Estados Unidos, um júri determinou na quarta-feira que Instagram e YouTube são responsáveis pelo caráter viciante de suas plataformas e pelos problemas de saúde mental que uma jovem californiana sofreu na adolescência, à qual foram concedidos vários milhões de dólares em indenização.
A Meta (empresa controladora de Facebook e Instagram) já havia sido condenada na terça-feira em outro veredicto sem precedentes, no Novo México, onde foi considerada responsável por ter colocado deliberadamente crianças em risco ao expô-las a conteúdos perigosos e até a predadores sexuais.




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