Seja bem-vindo
Maringá,10/03/2026

  • A +
  • A -

Alzheimer, a 2ª doença mais temida no Brasil

A cada 10 brasileiros, 4 convivem com familiar ou amigo diagnosticado com o transtorno neurodegenerativo

Raquel Pereira — Rio de Janeiro
Alzheimer, a 2ª doença mais temida no Brasil Reprodução FreePIK

Quando se trata de Alzheimer, mais da metade dos brasileiros têm medo de que um conhecido receba o diagnóstico da doença. Ele aparece como segundo lugar na lista de doenças que mais causam temor de alguém próximo desenvolver, atrás apenas do câncer, como mostra nova pesquisa feita pelo Datafolha, encomendada pela farmacêutica Eli Lilly, divulgada segunda-feira (9).
Esse receio, segundo o levantamento, atinge especialmente mulheres (55%) e pessoas com ensino superior (65%). Além disso, quatro em cada dez pessoas convivem com familiar ou amigo diagnosticado com o transtorno neurodegenerativo.
Um dos motivos para preocupação de especialistas é o diagnóstico muitas vezes tardio do Alzheimer, que se desenvolve em quatro estágios: forma inicial, forma moderada, forma grave e fase terminal. E a principal característica deste tipo de demência é o acúmulo de proteínas beta-amiloides e tau no cérebro, que se acumulam dentro dos neurônios e nas superfícies entre eles.
Outro ponto ressaltado pelo levantamento é que, quando comparado às outras três doenças avaliadas (Aids, Parkinson e câncer), o Alzheimer apresenta a menor porcentagem de pessoas que acreditam que o tratamento possa curar a doença, com 16%. Ela também é a doença com maior percentual de pessoas que dizem que o tratamento não ajuda em nada ou muito pouco, com 18%.
Os dados, reunidos por meio da respostas de mais de 2 mil pessoas, mostram que, por outro lado, o medo do Alzheimer não seria um entrave para procurar ajuda médica: 94% dos brasileiros afirmam que buscariam consulta com um médico caso alguém próximo começasse a sofrer perda de memória e dificuldade para se planejar e fazer tarefas, dois dos principais sinais de alerta.
Contudo, 88% reconhecem que, na realidade, só se busca ajuda em estágios mais avançados da doença, com sintomas agravados.

A visão sobre a preocupação com a descoberta da doença nos primeiros estágios para o sucesso do tratamento 84% câncer ficou em primeiro lugar, com 84%, seguido pela Aids (10%), Alzheimer (4%) e Parkinson (1%).
A porcentagem dos que concordam que, a partir de certa idade, todos precisam procurar um médico para avaliar memória e raciocínio é de 95% dos entrevistados.
No entanto, cai para 46% a porcentagem de brasileiros que já realizou uma consulta com enfoque na memória ou já realizou algum teste cognitivo na vida.
Além disso, entre os 41% dos brasileiros que conhecem alguém com doença de Alzheimer, 60% admitem que houve uma demora significativa em procurar um especialista após os primeiros sintomas de confusão e perda de memória.
Esse percentual é maior entre homens (66%), pessoas com ensino fundamental (70%) ou médio (64%), na classe DE (73%) e em moradores de cidades do interior (64%).
Ao que 87% concordam que o diagnóstico de Alzheimer causa muito medo e ansiedade (para a pessoa diagnosticada e as pessoas próximas).
"A saúde do nosso cérebro não deve ser um tabu, nem ser ignorada, mas sim uma parte integrante do nosso cuidado geral. A consulta com o neurologista deveria fazer parte da rotina, assim como fazemos o check-up cardiológico", afirma Luiz André Magno, diretor médico sênior da Lilly do Brasil.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.