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Maringá,02/03/2026

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Vereador é alvo de pedido de cassação em Arapongas

Comissão aprovou relatório que recomenda a abertura de uma Comissão Processante visando a cassação do vereador Paulo Grassano

TNONLINE/Portal EdsonValerio
Vereador é alvo de pedido de cassação em Arapongas Segundo Paulo Grassano, a denúncia apresenta diversas irregularidades - Foto: Divulgação

A Comissão de Justiça, Legislação e Redação da Câmara Municipal de Arapongas aprovou, nesta sexta-feira (27), o relatório final que recomenda a abertura de uma Comissão Processante (CP) para apurar possível cassação do mandato do vereador Paulo Grassano (PP).
O parecer teve como relator o vereador Luis Carlos Chavioli, o Luisinho da Saúde (PSD), e foi conduzido sob a presidência da vereadora Simone Sponton (PSD). A Comissão concluiu pela admissibilidade da denúncia após análise dos aspectos legais. O vereador Alexandre Juliani Sorriso (União), que também integra o colegiado, não participou da votação.
Denúncia
O pedido de cassação tem como base uma denúncia protocolada em 17 de novembro de 2025, que aponta supostas irregularidades contratuais envolvendo a empresa SSBarcar Veículos Ltda e a Prefeitura de Arapongas ao longo do último ano. Segundo a denúncia, a empresa — responsável por serviços de manutenção em garantia de veículos da marca Renault do Executivo municipal — integraria um grupo econômico formado ainda por Levara Serviços e Manutenção de Veículos Ltda, Nonô Locadora de Veículos e Aravel Arapongas Veículos Ltda, todas pertencentes à família do parlamentar.
O documento também sustenta que Paulo Grassano constou como sócio da SSBarcar até agosto de 2024, quando seu irmão teria assumido a posição, além de apontar o vereador como proprietário e diretor da Aravel. A denunciante afirma, ainda, que legislação municipal impede vereadores de firmar ou manter contratos com a Prefeitura.
Defesa
Procurado, Paulo Grassano afirmou que a denúncia apresenta irregularidades. Segundo ele, a assinatura da denunciante seria falsa e o IP registrado no documento teria origem interna da Câmara. “Foi comprovado que a assinatura é falsa. Ela é, na verdade, de uma pianista japonesa, embora a denunciante diga que é dela. Dentro da denúncia há um IP e nós comprovamos que é da Câmara dos Vereadores, ou seja, quem escreveu a denúncia é da Câmara”, declarou. O vereador também afirmou que não consta no contrato social da SSBarcar e que os serviços prestados ocorrem desde 2020, em regime de exclusividade. Segundo ele, trata-se da única empresa autorizada em Arapongas a executar manutenção em garantia de veículos Renault.
“O próprio procurador da prefeitura afirmou que não há irregularidade por se tratar de um serviço exclusivo. Mesmo que eu estivesse no contrato social, não haveria problema. Se houvesse algo errado, a prefeitura não permitiria a execução do serviço”, completou.
Próximos passos
Com a aprovação do parecer na Comissão de Justiça, o relatório será submetido à votação do plenário da Câmara na próxima segunda-feira (02). Caso a maioria dos vereadores acate a recomendação, será instaurada oficialmente a Comissão Processante.
O rito prevê a eleição, em sessão especial, de três vereadores que conduzirão a apuração do mérito, com coleta de depoimentos, oitiva de testemunhas e garantia do contraditório e da ampla defesa às partes. Ao final, um novo relatório será elaborado e caberá ao plenário decidir sobre a eventual perda do mandato.




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