Maringá e região ampliam captação de órgãos
Reprodução Em nosso estado do Paraná, a lista de espera por um transplante soma 5.078 pacientes. A decisão pela doação de órgãos é sempre tomada pelos familiares, após a constatação oficial de morte cerebral. Nesse momento delicado, profissionais da saúde atuam para promover a sensibilização e a compreensão do luto, que pode ser ressignificado por meio da continuidade da vida em outra pessoa.
Em 2025, o trabalho das equipes de saúde em Maringá resultou na captação de 17 fígados, 48 rins, um coração e dois pulmões.
Já na Macrorregião Noroeste, os números foram ainda mais expressivos: 102 rins, 39 fígados, cinco corações, quatro pulmões e um pâncreas destinados a pacientes que aguardavam por uma nova chance de viver.
A Organização de Procura de Órgãos de Maringá (OPO) atende 24 hospitais com UTI em toda a região. Além de Maringá, o sistema abrange os municípios de Sarandi, Campo Mourão, Paranavaí, Umuarama e Cianorte.
O papel das CIDOTs - Dentro das unidades hospitalares, atuam as CIDOTs (Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante). Esses profissionais avaliam diariamente pacientes sedados e identificam possíveis casos de morte encefálica, permitindo que o protocolo de doação seja iniciado de forma ágil e responsável.
Ressignificando o luto - Após a confirmação da morte cerebral pelas equipes médicas, é realizada a entrevista com os familiares. Uma rede de apoio especializada conduz esse diálogo com escuta ativa e sensibilidade, buscando compreender as nuances da dor e construir, junto à família, um consenso sobre a doação.
“Explicamos por que doar e buscamos entender qual é o medo, qual é a dúvida. As famílias que doam costumam ressignificar o processo de luto”, relata Aline Cardoso Machado, Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante da Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante
Ela reforça que, no Brasil, não existe um pré-cadastro legal obrigatório de doadores. “Você pode registrar a vontade em cartório, mas para nós o que vale é a assinatura da família no termo. Sem o ‘sim’ deles, a doação não acontece”, destaca.
Serviço - Para facilitar a manifestação de vontade, o cidadão pode emitir gratuitamente a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO) neste site ou pelo aplicativo e-Notariado.
A certidão digital fica disponível para consulta das equipes de saúde, embora a autorização final ainda dependa da família. Em caso de dúvidas sobre doação e transplantes na região, o contato pode ser feito com a Central Estadual de Transplantes do Paraná pelo telefone 0800-41-1919 ou junto à 15ª Regional de Saúde de Maringá.
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