Assédio moral e sexual no trabalho aumenta!
O aumento expressivo nas denúncias de abusos no ambiente corporativo acende um alerta na região de Apucarana
1ª Vara do Trabalho de Apucarana - Foto: Cindy Santos/TNONLINE Um levantamento detalhado da Justiça do Trabalho de Apucarana, que abrange 11 municípios da região, revelou um crescimento alarmante nas ações judiciais por assédio moral e sexual.
Entre 2024 e 2025, o número de processos saltou de 20 para 66 registros, representando uma alta de 230%.
Para o juiz José Márcio Mantovani, diretor do Fórum e titular da 1ª Vara do Trabalho, o aumento reflete um maior acesso à informação por parte dos trabalhadores. No entanto, ele alerta que os números reais podem ser ainda maiores, já que muitos casos dependem da sinalização correta no momento da abertura do processo ou não chegam a ser formalizados por medo de represálias.
O magistrado destaca que crimes como o assédio sexual atingem majoritariamente as mulheres e costumam ocorrer de forma velada, sem testemunhas diretas. "Existe um protocolo de julgamento com perspectiva de gênero, mas a prova ainda é um desafio", explica Mantovani. Embora o foco da Justiça do Trabalho seja a reparação financeira (indenização), casos que configurem crime são encaminhados ao Ministério Público para apuração na esfera penal.
O juiz orienta que o assédio moral se configura quando há uma violação da dignidade humana e dos direitos personalíssimos. Para auxiliar empresas e funcionários, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) disponibiliza cartilhas que ajudam a identificar condutas abusivas e a manter um ambiente de trabalho saudável.
COMENTÁRIOS