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Maringá,25/02/2026

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Fungo transmitido pelo sexo gera alerta.

A transmissão ocorre sobretudo por contato direto entre peles

University College London Hospitals
Fungo transmitido pelo sexo gera alerta. Reprodução

Casos de infecção pelo fungo Trichophyton mentagrophytes tipo VII (TMVII) têm chamado a atenção de autoridades sanitárias em diferentes países. O micro-organismo, associado a uma micose que pode atingir a região genital, é transmitido principalmente por contato pele a pele, inclusive durante relações íntimas, e tem sido descrito por especialistas como um risco emergente à saúde pública.
Relatos recentes envolvem pacientes na Europa, América do Norte e partes do Oriente Médio. Embora não seja uma doença fatal, a infecção pode ser de difícil diagnóstico inicial e, se não tratada adequadamente, provocar inflamações persistentes e marcas na pele.
O TMVII é um dermatófito, fungo microscópico que se alimenta de queratina presente na pele, cabelos e unhas. Quando atinge a virilha, a infecção é popularmente conhecida como micose genital ou “coceira na virilha”.
A transmissão ocorre sobretudo por contato direto entre peles, mas também pode acontecer por meio do compartilhamento de toalhas, roupas ou lençóis contaminados.
Especialistas do University College London Hospitals alertam que a disseminação tende a aumentar se médicos e pacientes não reconhecerem rapidamente os sinais da doença.
Sintomas podem demorar a aparecer
Os sintomas podem levar até três semanas para se manifestar após a infecção.
Entre os sinais mais comuns estão:
manchas vermelhas com coceira
descamação da pele
inflamação e dor local
lesões que se expandem gradualmente
O diagnóstico costuma ser feito por meio da coleta de amostras da pele afetada para análise laboratorial.
Casos monitorados em vários países
Autoridades sanitárias registraram ocorrências nos Estados Unidos, Canadá e países europeus como França, Alemanha e Espanha. Um surto localizado também foi monitorado no estado americano de Minnesota.
O alerta ocorre em meio a preocupações maiores com fungos resistentes a medicamentos. Em 2022, a Organização Mundial da Saúde destacou que a resistência antifúngica representa um desafio crescente para sistemas de saúde em todo o mundo.
Resistência preocupa especialistas
Segundo pesquisadores, parte das infecções fúngicas tem se tornado mais difícil de tratar devido à redução da eficácia de antifúngicos tradicionais. Isso reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico adequado. Apesar do tom de alerta, especialistas ressaltam que a infecção tem tratamento e que medidas simples de higiene, além de evitar o compartilhamento de itens pessoais, ajudam a reduzir o risco de transmissão.




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