Fungo transmitido pelo sexo gera alerta.
A transmissão ocorre sobretudo por contato direto entre peles
Reprodução Casos de infecção pelo fungo Trichophyton mentagrophytes tipo VII (TMVII) têm chamado a atenção de autoridades sanitárias em diferentes países. O micro-organismo, associado a uma micose que pode atingir a região genital, é transmitido principalmente por contato pele a pele, inclusive durante relações íntimas, e tem sido descrito por especialistas como um risco emergente à saúde pública.
Relatos recentes envolvem pacientes na Europa, América do Norte e partes do Oriente Médio. Embora não seja uma doença fatal, a infecção pode ser de difícil diagnóstico inicial e, se não tratada adequadamente, provocar inflamações persistentes e marcas na pele.
O TMVII é um dermatófito, fungo microscópico que se alimenta de queratina presente na pele, cabelos e unhas. Quando atinge a virilha, a infecção é popularmente conhecida como micose genital ou “coceira na virilha”.
A transmissão ocorre sobretudo por contato direto entre peles, mas também pode acontecer por meio do compartilhamento de toalhas, roupas ou lençóis contaminados.
Especialistas do University College London Hospitals alertam que a disseminação tende a aumentar se médicos e pacientes não reconhecerem rapidamente os sinais da doença.
Sintomas podem demorar a aparecer
Os sintomas podem levar até três semanas para se manifestar após a infecção.
Entre os sinais mais comuns estão:
manchas vermelhas com coceira
descamação da pele
inflamação e dor local
lesões que se expandem gradualmente
O diagnóstico costuma ser feito por meio da coleta de amostras da pele afetada para análise laboratorial.
Casos monitorados em vários países
Autoridades sanitárias registraram ocorrências nos Estados Unidos, Canadá e países europeus como França, Alemanha e Espanha. Um surto localizado também foi monitorado no estado americano de Minnesota.
O alerta ocorre em meio a preocupações maiores com fungos resistentes a medicamentos. Em 2022, a Organização Mundial da Saúde destacou que a resistência antifúngica representa um desafio crescente para sistemas de saúde em todo o mundo.
Resistência preocupa especialistas
Segundo pesquisadores, parte das infecções fúngicas tem se tornado mais difícil de tratar devido à redução da eficácia de antifúngicos tradicionais. Isso reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico adequado. Apesar do tom de alerta, especialistas ressaltam que a infecção tem tratamento e que medidas simples de higiene, além de evitar o compartilhamento de itens pessoais, ajudam a reduzir o risco de transmissão.
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