Uma história de escândalos que assombra o hoje.
Reprodução A trajetória política do presidente Lula carrega o peso de uma longa familiaridade com escândalos de corrupção. Já em seu primeiro mandato, o país foi sacudido pelo mensalão, um esquema audacioso de compra de apoio parlamentar com dinheiro desviado dos cofres públicos que quase culminou em seu impeachment.
Reeleito em 2006, Lula consolidou a prática de distribuir cargos na máquina pública entre partidos aliados, chegando a incluir no "rateio" verdadeiras joias da coroa, como a Petrobras. A estatal se tornaria, tristemente, o epicentro do maior esquema de corrupção já descoberto na história do Brasil.
A Operação Lava Jato, deflagrada durante a gestão de sua aliada Dilma Rousseff, expôs as entranhas do petrolão e levou à prisão do próprio Lula por 580 dias.
Embora a Justiça tenha posteriormente revertido sua condenação e a perda de seus direitos políticos, a marca da corrupção em sua biografia e o sentimento antipetista que ela gerou em parte da sociedade permaneceram vivos.
Com o retorno de Lula ao Palácio do Planalto, a expectativa era de que a experiência amarga do passado o levaria a evitar a repetição de práticas ilícitas.
Contudo, o que se observa é um cenário preocupante: velhos hábitos, antigos aliados e uma postura de omissão parecem ter pavimentado o caminho para a explosiva crise que assola o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Assim como nos escândalos que o precederam, a sombra da política e a iminência da ação policial pairam sobre o caso, demonstrando que certas lições, infelizmente, não foram aprendidas.
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