Escola do Paraná ganha lindo mural feito com tampinhas.
De tampinhas descartadas a recorde brasileiro: professor e alunos criam mural em Guaraniaçu
Reprodução Redes Sociais. O muro de uma escola pública em Guaraniaçu, no Oeste do Paraná, ganhou uma nova aparência graças à iniciativa do professor de Arte Matheus Welington Picolli e à participação de estudantes, familiares e moradores.
O projeto transformou tampinhas plásticas descartadas em um grande mosaico que representa a identidade do município.
A mobilização começou em setembro de 2025, com a arrecadação das tampinhas. A proposta inicial previa utilizar cerca de 30 mil unidades, mas ganhou proporções maiores com as doações feitas pela comunidade.
Ao todo, aproximadamente 150 mil tampinhas foram arrecadadas, segundo reportagens publicadas sobre a iniciativa, que envolveu cerca de 250 estudantes da Escola Municipal Professor Joaquim Modesto da Rosa.
O mural, batizado de “Arte que Planta Futuro”, foi inaugurado em agosto de 2026 e recebeu reconhecimento nacional.
Mural de 36 metros quadrados conquista recorde brasileiro
A obra foi reconhecida pelo RankBrasil, entidade responsável pelo registro de recordes nacionais, como o maior mural artístico feito com tampinhas plásticas recicladas do Brasil.
O registro oficial informa que aproximadamente 55 mil tampinhas foram efetivamente utilizadas na composição do painel, que mede 20,4 metros de comprimento por 1,83 metro de altura, totalizando 36,74 metros quadrados de área artística.
A montagem começou em 28 de maio de 2026 e levou cerca de dois meses. Nesse período, os participantes separaram as peças por cores, realizaram a limpeza do material e fixaram as tampinhas manualmente na parede.
A execução contou com a participação direta de aproximadamente 200 alunos, além do professor e de integrantes da comunidade escolar.
Arte mostra a história e as paisagens de Guaraniaçu
O desenho criado por Matheus Picolli reúne referências à cultura e às características do município.
Entre os elementos retratados estão araucárias, rios, montanhas, lavouras e um trator, representando a natureza e a atividade agrícola da região.
O painel também apresenta uma figura indígena, em referência aos povos originários, e duas crianças que representam os estudantes da rede pública.
Todo o desenho foi planejado pelo professor e transferido para o muro antes da colocação das tampinhas.
O trabalho envolveu atividades de educação ambiental e reaproveitamento de materiais, permitindo que os estudantes acompanhassem a transformação dos resíduos em uma obra coletiva.
Famílias participaram da arrecadação
A colaboração ultrapassou as salas de aula. Pais, familiares, funcionários e moradores passaram a guardar tampinhas para entregar à escola.
Uma das participantes foi a estudante Fernanda Luiza, de 5 anos, que, com a ajuda da família, arrecadou mais de oito mil tampinhas.
O projeto ganhou repercussão nas redes sociais, especialmente depois que o professor divulgou vídeos mostrando as etapas da construção e a conclusão do painel.
Com a inauguração, o mosaico passou a integrar a fachada da escola. A proposta é preservar a obra como parte permanente do espaço escolar, permitindo que outras turmas conheçam o trabalho desenvolvido pelos alunos e pela comunidade.
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