Preso suspeito de ser mandante de execução.
Homem deixa barbearia segundos antes de ataque; cliente é morto por engano e empresário acaba preso
Foto 1: Divulgação/ Polícia Civil do Paraná // Foto 2: Reprodução/ Redes sociais Um empresário de 31 anos foi preso temporariamente ontem (4), em Ponta Grossa, suspeito de ser um dos mandantes e articuladores do ataque a tiros que matou Hugo Gabriel Moll, de 39 anos, dentro de uma barbearia no bairro Cará-Cará.
O crime ocorreu em 19 de junho, na Avenida Pedro Wosgrau. A investigação da Polícia Civil do Paraná aponta um detalhe decisivo: Hugo não era o homem que os criminosos pretendiam matar.
Segundo o delegado Luís Gustavo Timossi, o verdadeiro alvo seria um homem com antecedentes criminais e ligação com o tráfico de drogas. Ele havia deixado a barbearia cerca de dez segundos antes da chegada do atirador.
Atirador entrou de capacete e abriu fogo
Imagens de câmeras de segurança ajudaram a Polícia Civil a reconstruir a ação.
O executor chegou em uma motocicleta, desceu próximo ao estabelecimento e caminhou até a entrada usando capacete. Armado com uma pistola calibre 9 mm, entrou na barbearia e efetuou vários disparos.
Hugo estava sentado em uma cadeira de corte quando foi atingido na cabeça e morreu no local.
O proprietário do estabelecimento, João Victor Pereira, também foi baleado no tórax e sobreviveu. O caso é investigado como homicídio consumado contra Hugo e tentativa de homicídio contra o dono da barbearia.
Vítima foi atingida porque alvo saiu segundos antes
A Polícia Civil sustenta que a presença de Hugo no momento do ataque foi circunstancial. O homem que seria o alvo principal havia acabado de sair da barbearia, circunstância que levou os investigadores à conclusão de que Hugo foi morto por engano.
A identificação dos envolvidos exigiu o cruzamento de imagens de câmeras de segurança, informações de inteligência, monitoramento do sistema viário e laudos periciais produzidos durante a investigação.
Empresário apontado como um dos mandantes
Com os elementos reunidos, a Polícia Civil pediu à Justiça mandados de busca e apreensão e a prisão temporária do empresário, cumpridos na manhã de sexta-feira.
Após os procedimentos na delegacia, o suspeito foi encaminhado ao sistema penitenciário. A identidade dele não foi divulgada nas informações oficiais disponíveis.
De acordo com a PCPR, o articulador do crime e o homem apontado como atirador já haviam sido identificados e presos em etapas anteriores da investigação.
Polícia tenta fechar todas as peças da execução
Com a nova prisão, a investigação entra em uma etapa importante para estabelecer a participação de cada envolvido e concluir o inquérito. A Polícia Civil ainda busca esclarecer integralmente a motivação, o planejamento do ataque e a divisão de funções entre os suspeitos.
A prisão temporária do empresário representa uma medida cautelar dentro da investigação e não equivale a condenação. Caberá ao processo judicial definir eventuais responsabilidades criminais.
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