Justiça Eleitoral conclui etapa de segurança dos sistemas

TSE inicia etapa de assinatura e lacração dos sistemas das Eleições 2026

TSE/AGenciaBrasil/
Justiça Eleitoral conclui etapa de segurança dos sistemas Reprodução TSE/

Faltam 30 dias para o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, e a Justiça Eleitoral avança em uma das etapas de preparação e segurança do processo eletrônico de votação.
Nesta sexta-feira (4), ocorre a Assinatura Digital e a Lacração dos Sistemas, procedimento acompanhado por entidades fiscalizadoras.

A etapa é realizada depois da compilação dos sistemas eleitorais.
Durante esta semana, os códigos-fonte utilizados pela Justiça Eleitoral passaram por uma transformação para que possam ser executados pelos equipamentos que participam da eleição.

Nesta sexta, os sistemas já compilados recebem uma assinatura digital, que produz resumos criptográficos conhecidos como hashes.
Na prática, eles funcionam como uma espécie de impressão digital digital do sistema, permitindo conferir posteriormente se o programa utilizado nas urnas é exatamente aquele que foi previamente analisado, testado e aprovado.

Esses resumos ficam disponíveis para os participantes do processo e também são publicados na internet, ampliando as possibilidades de fiscalização.

Fiscalização acompanha o processo

A cerimônia conta com a participação de diferentes entidades autorizadas a acompanhar e fiscalizar o processo eleitoral.
Entre elas estão a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Ministério Público, o Congresso Nacional, partidos políticos e coligações, a Controladoria-Geral, a Polícia Federal e a Sociedade Brasileira de Computação.

As entidades fiscalizadoras que desenvolveram seus próprios sistemas de verificação também realizam a assinatura digital desses programas.
As ferramentas são posteriormente incorporadas à cópia física utilizada no procedimento.

O que significa a lacração?

Depois da assinatura, ocorre a chamada lacração dos sistemas.
O procedimento tem como objetivo impedir alterações posteriores nos programas que serão utilizados na eleição.

Para isso, os sistemas são gravados em mídias não regraváveis, que ficam armazenadas na sala-cofre do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Cópias são encaminhadas aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), responsáveis pelas etapas de preparação das urnas em seus respectivos estados.

O processo envolve diversos sistemas, e não apenas o programa que opera diretamente a urna eletrônica.
Entre eles estão ferramentas responsáveis pelo funcionamento das urnas, pelo registro e transmissão dos Boletins de Urna, pelo recebimento e organização dos dados e pela totalização dos resultados.

Também fazem parte desse conjunto os sistemas relacionados à segurança e à criptografia das informações eleitorais.

Etapa reforça cadeia de segurança

A assinatura e a lacração fazem parte de uma sequência de procedimentos de auditoria, fiscalização e segurança adotados pela Justiça Eleitoral antes da votação.

Com a identificação criptográfica dos sistemas e a proteção das mídias que os armazenam, torna-se possível verificar se o software utilizado no processo eleitoral corresponde à versão que passou pelas etapas oficiais de testes e fiscalização.
O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 está marcado para 4 de outubro.




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