Ex-apresentador é indiciado por estupro.

Investigado em caso envolvendo imagens de bebês, ex-apresentador agora é indiciado por crimes contra funcionários

PCPR/MP-PR/G1/edsonvalerio.com.br
Ex-apresentador é indiciado por estupro. Reprodução Redes Sociais.

O ex-apresentador Fernando Antonio Dorne, de 54 anos, conhecido no Oeste do Paraná como “Homem do Chapéu”, foi indiciado pela Polícia Civil após uma investigação envolvendo denúncias feitas por ex-funcionários de uma empresa de sorteios em Cascavel.

A Delegacia da Mulher concluiu o inquérito atribuindo a Fernando Antonio os crimes de estupro, estupro em concurso de agentes, importunação sexual, assédio sexual e extorsão.

Outros três homens que trabalhavam na empresa também foram indiciados por estupro em concurso de agentes. O caso agora será encaminhado ao Ministério Público.

Investigação ouviu cerca de 38 pessoas

Ao longo da apuração, aproximadamente 38 pessoas, entre vítimas, testemunhas e outros envolvidos, prestaram depoimento.

Segundo a delegada Graziela Lopes, os relatos reunidos pela investigação incluem episódios de atos sexuais sem consentimento mediante violência física e também toques de natureza sexual sem autorização das vítimas.

A polícia apurou ainda denúncias de assédio dentro do ambiente de trabalho.

Funcionários relataram cobrança de parte dos rendimentos

Outra frente da investigação envolve suspeita de extorsão.

Ex-funcionários afirmaram à Polícia Civil que teriam sido obrigados a entregar parte dos rendimentos obtidos no trabalho. De acordo com os relatos, quem não aceitasse o repasse estaria sujeito a ameaças de demissão ou transferência para regiões consideradas menos rentáveis.

Essas acusações também foram incluídas no inquérito concluído pela Delegacia da Mulher.

Outro inquérito envolve imagens íntimas de bebês

Fernando Dorne já era investigado em outro caso, independente do inquérito de Cascavel.

Em julho, ele e uma professora de 52 anos foram presos preventivamente durante uma investigação conduzida em Céu Azul.

Segundo a Polícia Civil, a mulher trabalhava no berçário de um Centro Municipal de Educação Infantil e teria produzido imagens íntimas de bebês durante o expediente, enviando posteriormente o material a Fernando Antonio

A suspeita é de que as imagens teriam sido solicitadas pelo próprio empresário.

Naquele estágio da investigação, três crianças haviam sido identificadas como vítimas.

O caso tramita sob segredo de Justiça e a identidade da professora é preservada para evitar qualquer possibilidade de identificação das crianças.

São investigações diferentes

Apesar de uma investigação ter levado a diligências que ajudaram a revelar a outra, os procedimentos tratam de fatos distintos. O inquérito agora concluído em Cascavel envolve denúncias de adultos que trabalharam na empresa de sorteios.

Já a investigação de Céu Azul trata especificamente da suspeita de produção e compartilhamento de imagens envolvendo crianças.

Essa separação é importante porque as provas, vítimas e eventuais responsabilizações são analisadas em procedimentos próprios.

Defesa nega acusações

A defesa de Fernando Antonio Dorne sustenta a inocência do empresário.

Em manifestação relacionada à investigação envolvendo as crianças, o advogado Ruan Cavalaro Belini já havia negado as acusações e questionado a existência de provas que sustentassem a imputação.

O indiciamento concluído pela Polícia Civil não representa condenação. Ele indica que a autoridade policial entendeu haver elementos para atribuir ao investigado participação nos crimes apurados. Com o envio do inquérito ao Ministério Público, caberá à instituição analisar o material reunido e decidir pelas providências seguintes.




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