Axila depilada vira “sinal de direita” .
Até a depilação entrou na política: nova trend provoca direita e esquerda nas redes
Reprodução Redes Sociais. Em ano de eleição, até uma axila pode virar mensagem política.
Uma brincadeira que começou a circular nas redes sociais mostra mulheres levantando os braços diante da câmera e exibindo as axilas depiladas como uma espécie de código informal de identificação com a direita.
Em alguns vídeos, a provocação vem acompanhada de perguntas como: “Em quem vocês acham que eu voto?” A resposta não aparece escrita. A graça está justamente na interpretação de quem conhece o meme.
Bianquinha ajuda a espalhar a brincadeira
A influenciadora Bianquinha está entre as mulheres que aderiram à trend e ajudaram a ampliar sua repercussão. Depois das primeiras publicações, outras usuárias passaram a repetir o gesto, muitas delas utilizando legendas e músicas associadas ao universo conservador.
A brincadeira nasceu da inversão de um antigo estereótipo das próprias redes sociais, que há anos associa mulheres de esquerda ou ligadas a movimentos feministas à decisão de manter os pelos naturais do corpo.
Agora, perfis identificados com a direita passaram a usar justamente a imagem contrária como provocação.
Política cabe cada vez mais em poucos segundos
A trend também mostra como mudou a maneira de expressar preferência política.
Bandeiras, adesivos e camisetas continuam existindo, mas hoje memes, músicas, expressões e vídeos de poucos segundos conseguem transmitir uma posição sem sequer mencionar partido ou candidato.
Quem entende a referência reconhece imediatamente a mensagem. Quem discorda responde.
E essa combinação é combustível para o alcance nas redes.
Brincadeira provoca reações dos dois lados
Como quase toda trend envolvendo política, as reações foram divididas.
Perfis conservadores entraram na brincadeira e reproduziram o gesto, enquanto usuários de outras posições políticas responderam com ironias e novos memes.
No fim, a associação entre depilação e preferência eleitoral funciona exatamente como nasceu: uma caricatura transformada em provocação política.
E, em plena campanha de 2026, é mais um exemplo de como a disputa por atenção deixou de acontecer somente nos palanques. Também está na tela do celular. Às vezes, em um vídeo de poucos segundos.
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