Mãe de Letycia fala após polícia encontrar restos mortais das primas.
“Eu não queria minha filha morta”, diz mãe após restos mortais serem encontrados no Paraná
Foto 1: Alex Amadeu | Foto 2: Reprodução /Redes Sociais A mãe de Letycia Garcia Mendes, de 18 anos, falou pela primeira vez após a Polícia Civil localizar dois restos mortais que podem ser das primas desaparecidas em abril no Paraná. Maria da Penha Almeida contou sobre a dor provocada pela notícia, mas também disse ter sentido alívio diante da possibilidade de finalmente descobrir o que aconteceu com a filha.
Os restos mortais foram encontrados na sexta-feira (21), em uma área de mata de Paraíso do Norte, no Noroeste do Paraná.
A localização ocorreu durante uma operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) que também resultou na morte do principal suspeito do desaparecimento, Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, conhecido como “Dog Dog”.
Os vestígios encontrados foram recolhidos e encaminhados para análise da Polícia Científica do Paraná, em Maringá.
A identificação oficial ainda depende da conclusão dos exames periciais.
“Eu não queria minha filha morta”
Letycia e a prima Sttela Dalva Melegari Almeida, também de 18 anos, desapareceram em abril.
Desde então, as famílias buscavam informações sobre o paradeiro das duas.
Para Maria da Penha, a localização dos restos mortais representa o fim de uma espera marcada pela incerteza, mas também a possibilidade de confirmação de uma tragédia.
“Eu não queria que o desfecho fosse esse. Jamais a gente, como mãe, queria passar por um episódio desse na nossa vida.”
A mãe também afirmou que a falta de informações poderia prolongar a angústia da família por tempo indeterminado.
Em meio à emoção, ela disse que mantém a fé e agradeceu pela informação que ajudou os investigadores a chegar até o local onde os restos mortais foram encontrados.
Mãe não comemora morte de suspeito
O principal suspeito do desaparecimento e das mortes foi localizado pela polícia em Mandaguari, no Norte do Paraná.
Segundo a investigação, Clayton tentou escapar pelo telhado de uma residência durante a abordagem.
Depois, entrou em outro imóvel e fez um morador refém.
Durante a intervenção policial, ele reagiu e morreu.
Na casa onde o suspeito estava escondido, os policiais encontraram, um veículo roubado com placas clonadas, uma arma de fogo, colete balístico, explosivo e joias.
Maria da Penha afirmou que não comemora a morte do investigado e disse acreditar na possibilidade de arrependimento e perdão.
“Eu não desejo a morte de ninguém.”
Crime é investigado como feminicídio
Ao falar sobre a filha, Maria da Penha classificou o caso como feminicídio e alertou para a violência contra as mulheres.
A investigação aponta que Letycia e Sttela foram assassinadas depois de saírem de uma casa noturna em Paranavaí.
De acordo com o delegado Luis Fernando Alves Silva, responsável pelo caso, o crime teria ocorrido na madrugada de 21 de abril.
A principal linha investigativa aponta que um desacordo comercial entre Clayton e as jovens teria motivado o crime.
Investigação chegou aos restos mortais
Letycia e Sttela desapareceram em 20 de abril, após saírem de casa e encontrarem Clayton.
Quatro meses depois, a investigação avançou com a localização do principal suspeito em Mandaguari.
Paralelamente, a Polícia Civil prendeu um homem de 29 anos, apontado como comparsa e que tinha mandado de prisão relacionado à ocultação de cadáver.
Segundo a PCPR, o suspeito forneceu informações que ajudaram os investigadores a localizar a área de mata em Paraíso do Norte.
As equipes fizeram buscas no local e encontraram dois restos mortais, que podem pertencer às duas jovens.
A Polícia Científica ainda realiza os exames necessários para confirmar oficialmente as identidades.
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