Presa quadrilha que vendia remédios adulterados.

Nutricionistas, treinadores e veterinários: investigação revela rede de anabolizantes falsos no país

Isadora Guerra/BandaB/PortalEdsonValerio
Presa quadrilha que vendia remédios adulterados. Em Foz do Iguaçu, a polícia apreendeu cinco carros e três armas durante o cumprimento dos mandados. Foto: Reprodução/Víctor Spark

A Operação Narciso, deflagrada nesta quarta-feira (12), desarticulou uma rede clandestina especializada na fabricação e venda de medicamentos, emagrecedores e anabolizantes adulterados.
A ação conjunta das Polícias Civis do Distrito Federal e do Paraná resultou na prisão de cinco pessoas em Foz do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu, além de dois brasileiros detidos no Paraguai.
Durante as buscas, foram apreendidos veículos de luxo e armas.
Segundo as investigações, a quadrilha produzia as substâncias de forma caseira, utilizando misturas de hormônios, diuréticos e estimulantes.
Para enganar os consumidores e simular que os itens eram importados, o grupo aplicava rótulos em idiomas estrangeiros e bandeiras de outros países nas embalagens.
A estrutura logística contava com o apoio direto de uma fornecedora de Foz do Iguaçu e de seu marido, responsáveis por coordenar o envio da mercadoria para outros estados.
O esquema criminoso operava laboratórios em Goiás e na Paraíba, onde uma mansão à beira-mar era usada para a produção.
A rede também mantinha um centro de distribuição em uma casa de alto padrão em Ciudad del Este, no Paraguai.
No local, agentes paraguaios encontraram remédios para emagrecimento, como a tirzepatida, armazenados sem qualquer refrigeração.
O modo de operação foi detalhado após a perícia no celular de um dos suspeitos.
A polícia descobriu que médicos veterinários forneciam receitas falsas para a compra de insumos controlados em lojas agropecuárias.
O esquema também envolvia nutricionistas e treinadores, que indicavam os compostos adulterados aos próprios clientes.
As ordens judiciais expedidas incluíram o cumprimento de 45 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão em diversos estados, resultando no bloqueio de R$ 32 milhões nas contas dos investigados e no fechamento de 13 estabelecimentos comerciais.
Perfis em redes sociais usados para a venda dos produtos ilícitos foram retirados do ar.
De acordo com o delegado Geraldo Evangelista, a investigação teve início no Distrito Federal, mapeando a rota de falsificação e a revenda desses compostos ao consumidor final.




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