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Maringá,29/07/2026

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Júri é adiado pela oitava vez.

Falta de juiz cancela novo julgamento do pai e da avó de Eduarda

CBNLondrina/PortalEdsonValerio
Júri é adiado pela oitava vez. Ricardo, Eduarda e Terezinha de Jesus/REPRODUÇÃO

O julgamento do pai e da avó de Eduarda Shigematsu foi adiado pela oitava vez.
A sessão do Tribunal do Júri estava marcada para terça-feira, 4 de agosto, aqui em Maringá, mas acabou cancelada por falta de um juiz para conduzir os trabalhos.
A magistrada que presidiria a sessão foi transferida para outra comarca e ainda não houve a designação de um substituto. Uma nova data somente poderá ser definida depois do preenchimento da vaga e da reorganização da pauta do Tribunal do Júri. Não há prazo para isso ocorrer.
Ricardo Seidi e Terezinha de Jesus Guinaia, pai e avó de Eduarda, serão julgados por acusações relacionadas à morte e à ocultação do corpo da menina, ocorridas em abril de 2019, em Rolândia.
Quarto cancelamento em Maringá
Este é o quarto adiamento desde que o processo foi transferido para Maringá. Antes disso, o julgamento chegou a ser marcado em Rolândia e Londrina. Em junho, a sessão havia sido remarcada pela sétima vez. Na ocasião, a Justiça considerou que o júri poderia durar dois dias, além da existência de outros compromissos judiciais previamente agendados.
Com a futura nomeação de um magistrado, também deverão ser refeitos procedimentos como a convocação das partes, as intimações e o sorteio dos jurados.
A defesa de Ricardo Seidi criticou a sucessão de cancelamentos. Em manifestação divulgada após a nova decisão, os advogados afirmaram que “o que deveria ser exceção tornou-se um padrão”.
Acusações e versões das defesas
Eduarda tinha 11 anos quando foi encontrada morta e enterrada em um imóvel ligado à família, em Rolândia.
Conforme a acusação, Ricardo teria asfixiado a filha e ocultado o corpo. Ele nega ter matado a menina e sustenta que Eduarda tirou a própria vida. O pai, entretanto, admite ter enterrado o corpo.
Terezinha, a avó da menina também é ré no processo. A acusação sustenta que ela colaborou com o filho, enquanto a defesa afirma que a avó não participou do crime nem sabia da morte da criança.
Ricardo está preso desde abril de 2019. Os dois réus somente poderão ser considerados culpados ou inocentes depois do julgamento pelo Tribunal do Júri.




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