GAECO investiga divulgação de supostas agressões policiais
Investigação do Ministério Público mira canal que vendia acesso a gravações de violência policial
Fotos: Reprodução/ Ric RECORD O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Paraná (MPPR), instaurou uma investigação para apurar a circulação de vídeos que mostram supostas agressões, humilhações e abusos cometidos por integrantes da Polícia Militar do Paraná (PMPR) durante abordagens de rotina.
O assunto foi denunciado também na Assembleia Legislativa pelo deputado estadual, Arilson Chiorato, na última semana.
As gravações eram inicialmente compartilhadas em uma página do Instagram com cerca de 23 mil seguidores.
Após a remoção do perfil, os responsáveis migraram o conteúdo para um canal privado no Telegram, apelidado de “Grupo VIP da Gurizada”.
Nesta rede social, era cobrado uma assinatura mensal dos usuários para que pudesse ter acesso ao material.
Agressões e constrangimentos registrados
O material sob análise pericial exibe pessoas abordadas sendo submetidas a situações degradantes, violência física e deboche.
A investigação busca identificar os administradores do grupo, os autores das gravações e quais policiais militares participaram das ocorrências para apurar crimes de abuso de autoridade, tortura e constrangimento ilegal.
Posicionamento da Segurança Pública
A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (SESP) informou que instaurou inquérito em junho para apurar o caso em cooperação total com o Ministério Público.
Conforme o órgão:
O administrador da página original é um homem de 22 anos, já identificado pelo setor de inteligência, que não é policial militar.
Uma perícia técnica está em andamento para checar a autenticidade das imagens e a possível participação de terceiros.
A SESP reforçou que não tolera ações ilegais e que, caso o envolvimento de policiais seja confirmado, os agentes serão punidos conforme a lei.
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