Keiko Fujimori toma posse como presidente do Peru
Política de direita vence eleição apertada e se torna a primeira mulher eleita pelo voto popular para comandar o país
REUTERS/SBTNews/
Keiko Fujimori, presidente eleita do Peru | Foto: REUTERS/Angela Ponce
A vitória foi oficializada pelo Júri Nacional de Eleições (JNE) após uma revisão de votos que durou 22 dias.
Keiko, líder do partido de direita Fuerza Popular, derrotou o candidato de esquerda Roberto Sánchez por uma diferença de 49.641 votos.
Segundo os resultados oficiais, Fujimori recebeu 9.223.396 votos, equivalentes a 50,135% dos votos válidos. Sánchez obteve 9.173.755 votos, ou 49,865%.
Retorno político após quatro campanhas
A posse representa o ponto mais alto da trajetória política de Keiko Fujimori, que chegou à Presidência em sua quarta tentativa.
Antes da vitória de 2026, ela havia disputado os segundos turnos das eleições presidenciais de 2011, 2016 e 2021, mas perdeu em todas as ocasiões por margens apertadas.
Keiko também construiu sua carreira política sob forte associação com o legado do pai, Alberto Fujimori, que governou o Peru entre 1990 e 2000.
O ex-presidente cumpriu pena por violações de direitos humanos, e sua herança continua dividindo a sociedade peruana.
Desafios econômicos e de segurança
A nova presidente assume o país em meio a preocupações com o aumento da criminalidade, a instabilidade política e a incerteza econômica.
Os apoiadores esperam que Keiko consiga restaurar a estabilidade institucional e fortalecer a segurança pública.
á os críticos prometem acompanhar de perto o respeito às instituições democráticas, à separação de poderes e às garantias constitucionais.
O governo também terá de lidar com um Congresso e uma sociedade marcados por profundas divisões políticas.
A pequena diferença registrada no segundo turno evidencia o cenário de polarização que deverá acompanhar o início do mandato.
Histórico judicial marcou trajetória
A trajetória de Keiko Fujimori também foi marcada por investigações relacionadas a suposto financiamento irregular de campanha e lavagem de dinheiro.
Ela chegou a passar um período em prisão preventiva durante as apurações, que envolveram suspeitas de recebimento ilegal de recursos ligados à construtora brasileira Odebrecht.
Em 2025, o Tribunal Constitucional do Peru arquivou o caso de lavagem de dinheiro, citando irregularidades processuais.
A nova presidente inicia o mandato, portanto, sob forte escrutínio político e judicial.
A forma como conduzirá as instituições e responderá às críticas deverá influenciar a estabilidade do país nos próximos anos.
Transferência de poder
Keiko Fujimori receberá o cargo do presidente interino José María Balcázar.
A cerimônia de posse ocorre em Lima e inaugura um novo ciclo político no Peru.
A expectativa é que o discurso de posse priorize a segurança, a recuperação econômica e a promessa de reunificar um país dividido pelo resultado apertado das eleições e pelo peso do sobrenome Fujimori.
Keiko Fujimori, presidente eleita do Peru | Foto: REUTERS/Angela Ponce Keiko Fujimori toma posse nesta terça-feira (28) como presidente do Peru.
A cerimônia marca o fim de um processo eleitoral acirrado e representa um momento histórico: ela será a primeira mulher eleita diretamente pelo voto popular para liderar o país.A vitória foi oficializada pelo Júri Nacional de Eleições (JNE) após uma revisão de votos que durou 22 dias.
Keiko, líder do partido de direita Fuerza Popular, derrotou o candidato de esquerda Roberto Sánchez por uma diferença de 49.641 votos.
Segundo os resultados oficiais, Fujimori recebeu 9.223.396 votos, equivalentes a 50,135% dos votos válidos. Sánchez obteve 9.173.755 votos, ou 49,865%.
Retorno político após quatro campanhas
A posse representa o ponto mais alto da trajetória política de Keiko Fujimori, que chegou à Presidência em sua quarta tentativa.
Antes da vitória de 2026, ela havia disputado os segundos turnos das eleições presidenciais de 2011, 2016 e 2021, mas perdeu em todas as ocasiões por margens apertadas.
Keiko também construiu sua carreira política sob forte associação com o legado do pai, Alberto Fujimori, que governou o Peru entre 1990 e 2000.
O ex-presidente cumpriu pena por violações de direitos humanos, e sua herança continua dividindo a sociedade peruana.
Desafios econômicos e de segurança
A nova presidente assume o país em meio a preocupações com o aumento da criminalidade, a instabilidade política e a incerteza econômica.
Os apoiadores esperam que Keiko consiga restaurar a estabilidade institucional e fortalecer a segurança pública.
á os críticos prometem acompanhar de perto o respeito às instituições democráticas, à separação de poderes e às garantias constitucionais.
O governo também terá de lidar com um Congresso e uma sociedade marcados por profundas divisões políticas.
A pequena diferença registrada no segundo turno evidencia o cenário de polarização que deverá acompanhar o início do mandato.
Histórico judicial marcou trajetória
A trajetória de Keiko Fujimori também foi marcada por investigações relacionadas a suposto financiamento irregular de campanha e lavagem de dinheiro.
Ela chegou a passar um período em prisão preventiva durante as apurações, que envolveram suspeitas de recebimento ilegal de recursos ligados à construtora brasileira Odebrecht.
Em 2025, o Tribunal Constitucional do Peru arquivou o caso de lavagem de dinheiro, citando irregularidades processuais.
A nova presidente inicia o mandato, portanto, sob forte escrutínio político e judicial.
A forma como conduzirá as instituições e responderá às críticas deverá influenciar a estabilidade do país nos próximos anos.
Transferência de poder
Keiko Fujimori receberá o cargo do presidente interino José María Balcázar.
A cerimônia de posse ocorre em Lima e inaugura um novo ciclo político no Peru.
A expectativa é que o discurso de posse priorize a segurança, a recuperação econômica e a promessa de reunificar um país dividido pelo resultado apertado das eleições e pelo peso do sobrenome Fujimori.
COMENTÁRIOS