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Maringá,28/07/2026

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Moraes e a tornozeleira da ‘Débora do Batom’

O ministro determinou que a SAC-SP explique se o episódio se deu por 'falha operacional' ou por 'efetiva violação de medida cautelar'

Janaína Camelo e Júlia Mano
Moraes e a tornozeleira da ‘Débora do Batom’ Reprodução/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu na sexta-feira (23) esclarecimentos ao núcleo de monitoramento de pessoas da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAC-SP), em até cinco dias, sobre a falta de sinal na tornozeleira eletrônica de Débora Rodrigues dos Santos, a “Débora do Batom”.
O magistrado requereu que o órgão explique se o episódio se deu por “falha operacional” ou por “efetiva violação de medida cautelar”.
Em despacho, Moraes informou ter sido notificado em 27 de abril e em 4 de maio sobre ausência de sinal na tornozeleira de Débora.
Ao ministro, a defesa negou que o primeiro episódio se tratava de “tentativa de evasão ou descumprimento deliberado das condições impostas” e indicou falha no sistema de monitoramento eletrônico.
Débora foi condenada a 14 anos de prisão, inicialmente em regime fechado, por participação nos atos antidemocráticos, de 8 de Janeiro.
Ela também ficou conhecida por escrever “Perdeu, mané” na estátua da Justiça com um batom.
Em março de 2025, Moraes substituiu a prisão preventiva de Débora por prisão domiciliar e impôs medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
Segundo o despacho, cinco meses depois, a defesa solicitou a transferência para o regime semiaberto. O pedido ainda não foi analisado pelo ministro.
Em tempo, até agora, Moraes nada respondeu sobre o acordo entre o escritório de sua esposa com o Banco Master, de Daniel Vorcaro.




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