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Maringá,17/07/2026

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Fotografava intimidade de bebês e mandava para ex-apresentador.

Professora fotografava bebês e enviava a um homem de Cascavel, que já trabalhou em TV.

TNONLINE/
Fotografava intimidade de bebês e mandava para ex-apresentador. Reprodução PCPR/

Uma professora de 52 anos e um empresário de 54 anos foram presos preventivamente na manhã desta quinta-feira (16) em Céu Azul (PR), no oeste do Paraná.
A professora é investigada por enviar ao homem fotos das partes íntimas de bebês do berçário de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) onde trabalhava.
A Polícia Civil (PCPR) já identificou três vítimas até o momento.
Uma professora de 52 anos e um empresário de 54 anos foram presos preventivamente na manhã desta quinta-feira (16) em Céu Azul (PR), no oeste do Paraná.
A professora é investigada por enviar ao homem fotos das partes íntimas de bebês do berçário de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) onde trabalhava.
A Polícia Civil (PCPR) já identificou três vítimas até o momento.
De acordo com a delegada Jéssica Farias, a possibilidade de abuso físico contra as crianças não está descartada.
O caso tramita em sigilo. As imagens eram produzidas no horário de trabalho da professora, durante as trocas de fraldas dos bebês.
A investigação aponta que o empresário solicitava as imagens à mulher, com quem mantinha um relacionamento.
As investigações tiveram início após denúncias de abuso sexual contra o empresário chegarem à Delegacia da Mulher de Cascavel.
Na ocasião, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão na casa dele, em Céu Azul, e na empresa dele, em Cascavel.
A análise do material apreendido revelou novos elementos que apontavam para crimes também no município de Céu Azul.
Um mandado de busca e apreensão foi cumprido contra a professora, e novas provas levaram ao pedido de prisão preventiva do casal.
Ambos foram encontrados em suas residências na manhã desta quinta-feira.
Os celulares dos dois foram apreendidos e passarão por perícia para recuperar arquivos apagados e verificar a existência de outras vítimas.
"Os celulares apreendidos serão enviados à agência de inteligência da Polícia Civil para verificar se existem de fato essas imagens e qual o contexto em que foram produzidas", afirmou a delegada.
Os suspeitos foram levados à delegacia de Matelândia e, em seguida, encaminhados à Cadeia Pública de Medianeira.
A defesa dos acusados ainda não foi localizada.
Nota da Prefeitura de Céu Azul
A Prefeitura de Céu Azul informou que está acompanhando o caso, classificando a situação como um "fato sem precedentes na história da rede municipal de ensino".
"A Prefeitura de Céu Azul informa que tomou conhecimento da operação realizada pela Polícia Civil do Paraná, nesta quinta-feira (16), que resultou na prisão de uma servidora da rede municipal de ensino, investigada por suposto envolvimento em crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A Administração Municipal acompanha o caso com atenção e ressalta que as investigações tramitam sob sigilo, sendo conduzidas pelas autoridades competentes.
Este é um fato sem precedentes na história da rede municipal de ensino de Céu Azul, causando profunda consternação à Administração Municipal, aos profissionais da educação e à comunidade escolar. A Prefeitura reafirma seu compromisso com a proteção integral das crianças e dos adolescentes e informa que adotará todas as medidas administrativas cabíveis, em conformidade com a legislação vigente, à medida que os fatos forem oficialmente apresentados e comunicados pelos órgãos responsáveis.
O Município permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, sempre respeitando o devido processo legal, a presunção de inocência dos investigados e a preservação da identidade das possíveis vítimas. A Administração Municipal reitera seu repúdio a qualquer forma de violência ou violação dos direitos de crianças e adolescentes e reafirma seu compromisso com a ética, a transparência e a defesa do interesse público."
Investigações continuam
Os investigadores buscam mapear se outros menores foram vítimas da dupla e identificar possíveis terceiros que recebiam ou compravam os arquivos digitais.
Detalhes sobre como os materiais eram gravados ou armazenados seguem sob sigilo para evitar exposição secundária das vítimas e suas famílias.
Os dois suspeitos foram encaminhados à Cadeia Pública de Medianeira, onde permanecem isolados e à disposição do Poder Judiciário.




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