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Maringá,05/07/2026

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Cabeleireiro é preso por enganar clientes.

Mateus Veiga, preso preventivamente, responde por estelionato e fraude.

Victor Freitas, g1 PR e RPC Noroeste — Maringá
Cabeleireiro é preso por enganar clientes. Mateus Veiga foi preso por ser suspeito de aplicar golpes pelas redes sociais. — Foto: Redes sociais/Reprodução

Um cabeleireiro de Umuarama, no noroeste do Paraná, está preso preventivamente por aplicar golpes em clientes pelas redes sociais.
Segundo a Polícia Civil, ele atraía as vítimas com falsas promessas de cursos e vagas para modelos de mechas. Em alguns casos, pediu investimentos entre R$ 200 e R$ 400, mas não entregava o serviço prometido.
Mateus Veiga foi detido na sexta-feira (3) durante a Operação Modelo. Segundo a polícia, ao menos 14 pessoas foram vítimas dele. O prejuízo conhecido pela polícia até o momento é de R$ 6 mil.
A reportagem tenta localizar a defesa do preso. Além da prisão, a Justiça determinou o bloqueio do perfil do cabeleireiro no Instagram, onde mais de 500 mil seguidores acompanhavam conteúdos de beleza, além do sequestro de bens e ativos financeiros dele. Ontem(4), o perfil não estava mais no ar.
O cabeleireiro é investigado pelo crime de estelionato mediante fraude.
De acordo com o delegado Thiago Pinheiro, as denúncias contra Mateus começaram no fim de 2025.
A polícia apurou que Mateus usava o perfil no Instagram para atrair as vítimas, quando fazia publicações sobre cursos e anunciava a seleção de modelos a partir do pagamento de valores supostamente promocionais.
O delegado explicou que, durante a negociação, o cabeleireiro exigia pagamentos antecipados via Pix, mas desmarcava os procedimentos ou bloqueava o contato das clientes.
"A vítima tinha um desconto para servir como modelo, mas tinha que pagar antecipado por meio de Pix. Quando ela ia ao local para fazer o serviço, ela passava por um teste de mecha. Elas ficavam cerca de duas horas com o produto no cabelo, mas no final dava negativo o teste e ela não poderia fazer o procedimento.
A vítima acabava indo embora e, posteriormente, não tinha o dinheiro ressarcido", explicou Pinheiro.
Além disso, o delegado informou que pessoas denunciaram que Mateus ofertava cursos, mas, quando a data prevista chegava, a formação não acontecia. Neste caso, os alunos também não foram ressarcidos.
O caso continua em investigação. O delegado orienta que outras clientes que tenham sido vítimas registrem um boletim de ocorrência na Delegacia de Umuarama.




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