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Maringá,03/07/2026

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Acidente aéreo mata piloto e cientista.

Pesquisadora alemã especialista em tamanduás morre em queda de avião no MS

ANAC/GOVERNOMS/
Acidente aéreo mata piloto e cientista. Lydia Theresia Möcklinghoff/ RedeSocial

A pesquisadora e jornalista alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, considerada uma referência internacional nos estudos sobre o tamanduá-bandeira, está entre as vítimas da queda de um avião de pequeno porte registrada na manhã desta sexta-feira (3), em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
O piloto Henrique Martin de Carvalho, de 42 anos, também morreu no acidente.
A aeronave, de matrícula PT-WYQ, modelo EMB-810D, havia decolado do Aeroporto Santa Maria com destino a Aquidauana, região de acesso ao Pantanal sul-mato-grossense, onde Lydia desenvolvia atividades de pesquisa de campo.
Pouco depois da decolagem, o avião caiu em uma área de mata próxima ao aeroporto.
Equipes do Corpo de Bombeiros realizaram buscas até localizar os destroços. Piloto e passageira foram encontrados mortos junto à aeronave.
As causas do acidente ainda serão investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Informações preliminares apontam que havia forte neblina na região no momento da queda, mas somente a investigação técnica poderá confirmar se as condições climáticas tiveram relação com o acidente.
A aeronave pertencia à empresa Amapil Táxi Aéreo, que divulgou nota lamentando as mortes e informou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela apuração. A empresa afirmou ainda que não comentará aspectos técnicos da ocorrência até a conclusão das investigações oficiais.
Quem era Lydia Möcklinghoff
Nascida na Alemanha, Lydia Möcklinghoff era zoóloga, ecóloga tropical, bióloga comportamental, jornalista científica, escritora e divulgadora ambiental.
Ela construiu uma carreira fortemente ligada ao Pantanal brasileiro, onde realizava estudos desde o fim dos anos 2000. Seu trabalho se concentrava principalmente no comportamento, no uso do habitat e na conservação do tamanduá-bandeira, espécie considerada vulnerável à extinção no Brasil.
Lydia foi uma das pesquisadoras que acompanharam por longos períodos a rotina de tamanduás-bandeira em ambiente natural, contribuindo para ampliar o conhecimento científico sobre uma espécie ainda pouco compreendida pelo público em geral.
A pesquisadora tinha ligação com instituições acadêmicas da Alemanha e atuava em projetos voltados à ecologia tropical, conservação de mamíferos e biodiversidade do Pantanal.
Além da pesquisa científica, Lydia também se dedicava à comunicação ambiental. Escrevia livros, produzia conteúdos de divulgação científica, participava de palestras, podcasts, documentários e programas voltados à preservação da fauna.
A morte da pesquisadora repercutiu entre ambientalistas, pesquisadores e pessoas ligadas à conservação do Pantanal. O acidente interrompeu uma trajetória marcada pela defesa da fauna brasileira e pela valorização científica de uma das espécies mais simbólicas do bioma.




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