Brasileiro é acusado de matar português.
Procuradora do Ministério Público diz que crime não pode ficar impune de pena, que pode chegar a 25 anos de prisão.
Manuel Gonçalves foi morto a facadas em bar de Braga e brasileiro é suspeito — Foto: Reprodução O Ministério Público de Portugal defende a condenação do brasileiro Mateus Machado. Ele é suspeito de matar o jovem português Manuel Gonçalves, de 19 anos. Foi considerado pelo MP que há provas que Machado é autor da facada que tirou a vida de “Manu” na madrugada de 12 de abril de 2025 no exterior do Acadêmico, bar universitário, em Braga.
A procuradora, citada pela “Lusa”, disse que o assassinato ocorreu de forma “desumana”. O brasileiro poderá pegar entre 16 e 25 anos de prisão por homicídio qualificado. O acórdão será em junho.
“Ficaram provados os fatos. É uma forma tão desumana, tão crua de se tirar a vida de alguém. A sociedade tem de perceber que estas situações não podem passar impunes”.
A representante do MP disse, ainda, que o brasileiro Mateus Machado, 27 anos, na foto ao lado “deve ser condenado pelos crimes (...) numa pena proporcional e adequada, tendo em conta a juventude do acusado”.
O julgamento acontece no Tribunal de Braga, onde foram feitas as alegações finais da procuradora do Ministério Público.
O MP diz ter juntado análises de DNA, declarações de legítima defesa e conversas com a namorada para comprovar, “sem dúvida”, que o brasileiro esteve no local e cometeu o crime.
Para a família de Manu, Mateus Machado “agiu com desprezo gelado”.
Há um Pedido de Indenização Civil em trâmite. A defesa do brasileiro, feita pela advogada Marta Bessa Rodrigues, sustenta que ele não cometeu o “golpe fatal” e que há dúvidas em relação à autoria: “Na dúvida, absolve”.
Ela garante que Machado não tentou drogar as mulheres no bar, um golpe conhecido no Brasil como “boa noite, Cinderela”, e que teria motivado a briga entre o português e o brasileiro.
As investigações apontam que Manu teria alertado os seguranças ao ver o grupo de Mateus Machado pôr alguma substância nas bebidas de mulheres, como consta na acusação.
Fora do bar, foi esfaqueado três vezes.
Em prisão preventiva, Machado ficou em silêncio na primeira sessão do julgamento. Além de homicídio qualificado, o MP pediu a inclusão de uma pena extra de expulsão de Portugal .
A punição de afastamento do território português é prevista em casos de estrangeiros que tenham cometido “atos criminosos graves”. A decisão caberá à Justiça
A pena de expulsão também seria aplicada em casos de residentes que tenham praticado "atos que impediriam a entrada no país”. Mateus pediu autorização de residência à agência de imigração (AIMA), que teria sido recusada e, por isso, receberia notificação de abandono voluntário de Portugal.
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