Seja bem-vindo
Maringá,16/05/2026

  • A +
  • A -

Delação de ex-BRB deve sair até fim do mês.

Na próxima semana, Paulo Henrique Costa assina termo de confidencialidade. Em seguida, apresenta pedido de homologação da colaboração premiada

CORREIO BRAZILIENSE/ Renato Souza/
Delação de ex-BRB deve sair até fim do mês. Ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa(crédito: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília)

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa está em tratativas finais para firmar o acordo de delação premiada com a Polícia Federal. A previsão é de que, na próxima semana, ele assine um termo de confidencialidade com os investigadores — período em que fornece as informações a que teve acesso, cita envolvidos nas fraudes e compartilha provas. Em seguida, a defesa apresenta a proposta de delação. A previsão é de que até o fim deste mês a colaboração premiada seja protocolada oficialmente e aceita pela corporação. 
Na atual fase, PHC está definindo com os advogados o material que será apresentado. A avaliação é de que há um conteúdo robusto, especialmente sobre o caminho do dinheiro, além da participação de autoridades do Distrito Federal no esquema criminoso. Ele também cita autoridades federais.
A delação do ex-chefe do BRB é vista como complementar, pois vai ao encontro de provas obtidas no curso da Operação Compliance Zero, reforça o setor documental da apuração e ajuda no desenho do organograma do sistema de corrupção generalizada que atingiu o Master e o BRB.
De acordo com a legislação que rege a delação premiada, o réu colaborador deve apontar criminosos com mais relevância que ele e chefes do esquema, para, então, obter os benefícios válidos pelo acordo. Além disso, deve apresentar documentos e provas que comprovem sua versão.
No começo do mês, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) chegaram a rejeitar os termos da delação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, por considerar o material apresentado como "fraco" e que não descreveria sequer autoridades sobre as quais os investigadores já sabem que existe algum nível de envolvimento. Com isso, a avaliação de fontes ligadas ao caso é de que ele amargaria uma pena pesada, além do sequestro de patrimônio, bloqueio de bens em contas bancárias e de recursos no exterior. No entanto, a PF e a PGR decidiram dar oportunidade a Vorcaro, assistido por seus advogados, de apresentar um material mais consistente.
Paulo Henrique Costa é considerado uma peça importante, pois foi presidente do BRB em um momento em que as fraudes e as práticas criminosas corroeram o caixa e o patrimônio do banco público, deixando um prejuízo bilionário. A iniciativa da delação partiu do ex-chefe do BRB, no mês passado.
A quantas andam os debates sobre delação premiada? – CartaCapitalEle trocou de advogados para negociar a colaboração. A transferência de Paulo Henrique Costa para o 19º Batalhão da PM, conhecido como Papudinha, deu praticamente um aval ao início das tratativas.
No local, ele tem acesso facilitado aos integrantes da PF que conduzem o caso, consegue obter melhor logística para prestar depoimento e deixa o presídio até que sua situação final seja definida.
Nessa sexta-feira, em reunião com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), os investigadores pediram mais tempo para concluir o inquérito que apura o envolvimento entre Master e BRB. A equipe apontou que surgiram novos fatos, novas linhas de investigação e que o prazo para entregar o material, no próximo dia 18, é insuficiente. Mendonça se mostrou disposto a autorizar a prorrogação. Ele pediu aos agentes que formalizem o pedido.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.