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Maringá,01/05/2026

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Homem é condenado a 27 anos de prisão

Júri condena réu por feminicídio brutal contra a prima no Norte do Paraná

MPPR/PC/PortalEdsonValerio
Homem é condenado a 27 anos de prisão  Reprodução

O Tribunal do Júri de Rolândia condenou Davisson de Almeida, de 51 anos, a 27 anos e 9 meses de prisão, em regime fechado, pelo assassinato de sua prima, Franciele Gonçales Bigarelli.
A sentença foi proferida na noite desta quinta-feira (
28), após julgamento que mobilizou familiares e reacendeu a comoção provocada pelo crime, ocorrido em fevereiro de 2023.
Franciele foi morta após sair para levar o primo até uma clínica de reabilitação. Segundo a acusação, a vítima foi atraída para uma emboscada, imobilizada, amarrada e teve o corpo e o carro incendiados.
Ela chegou a lutar pela vida, mas morreu depois de sofrer queimaduras em cerca de 90% do corpo.
O caso marcou profundamente a região pela violência empregada e pela relação familiar entre vítima e agressor.
Defesa alegou semi-imputabilidade
Durante o julgamento, a defesa, conduzida pelo advogado Peter Kelter, tentou convencer os jurados de que o réu não tinha plena capacidade de compreensão no momento do crime. A tese apresentada foi de semi-imputabilidade, com base no histórico de aproximadamente 30 anos de dependência química de Davisson. Os jurados, no entanto, não acolheram o argumento da defesa. A acusação sustentou as qualificadoras de feminicídio, meio cruel e motivo torpe, que foram consideradas decisivas para a condenação e para o aumento da pena aplicada.
Defesa vai recorrer
Apesar da condenação, os advogados de Davisson informaram que irão recorrer ao Tribunal de Justiça. A defesa afirma que houve excesso na dosimetria da pena e que a sentença não teria considerado adequadamente a confissão do réu. Segundo os defensores, Davisson admitiu a autoria do crime diante do júri, o que, na avaliação da defesa, deveria ter sido tratado como atenuante.
A acusação, por outro lado, sustenta que a gravidade do crime e a crueldade da execução justificam a pena fixada pela Justiça de Rolândia.
Réu voltou ao presídio após a sentença
Davisson já estava preso e retornou ao sistema penitenciário logo depois da leitura da decisão, sob escolta da Polícia Penal. A condenação encerra uma etapa importante do processo, mas o caso ainda poderá ser analisado por instâncias superiores caso o recurso da defesa seja apresentado.




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