Começou operação Dia do Trabalho nas rodovias.
PRF orienta motoristas para evitar colisões traseiras durante o feriado do Dia do Trabalho
PRF/Reprodução A Polícia Rodoviária Federal intensifica o policiamento e a fiscalização nas rodovias federais do Paraná durante o feriado do Dia do Trabalho.
A operação começa hoje (30 de Abril) e vai até o dia 3 de maio, período em que é esperado aumento no fluxo de veículos, principalmente em razão do deslocamento de motoristas para viagens de lazer.
Durante a operação, a Polícia Rodoviária Federal concentrará esforços nos trechos com maior incidência de acidentes, com o objetivo de reduzir a violência no trânsito e garantir maior segurança aos usuários das rodovias. O aumento do volume de veículos, aliado a comportamentos como excesso de velocidade, ultrapassagens indevidas e direção sob efeito de álcool, eleva o risco de ocorrências graves, especialmente em feriados prolongados.
A atuação operacional prioriza o combate às infrações mais perigosas, como ultrapassagens em locais proibidos, excesso de velocidade, consumo de álcool ao volante, uso de celular durante a condução e a ausência de dispositivos de segurança, como cinto e cadeirinhas. Também haverá fiscalização voltada ao cumprimento do tempo de descanso por motoristas profissionais.
Neste período, o foco da PRF está na prevenção das colisões traseiras, sinistros mais registrados nas rodovias federais. Nos três primeiros meses de 2026, a PRF atendeu 17.518 sinistros de trânsito em todo o país. Desse total, 3.374 são do tipo colisão traseira.
A estatística é 3,05% maior que no mesmo período de 2025.
Ano
Sinistros de trânsito - colisão traseira
Janeiro a março de 2026: 3.374
Janeiro a março de 2025: 3.274
A alta nos números reafirma a necessidade do alerta aos motoristas.
Dentre os motivos para as colisões traseiras estão a falta de atenção e o excesso de velocidade. Não manter distância de segurança entre os veículos também figura entre as causas desse tipo de sinistro, além de ser infração de natureza grave. No primeiro trimestre de 2026, a PRF notificou 14.387 motoristas por não respeitarem esta regra. O número é 91,01% maior quando comparado ao mesmo período de 2025.
Causas sinistros - colisão traseira
Quantidade de sinistros - colisão traseira - janeiro a março de 2026
Ausência de reação do condutor - 822
Reação tardia ou ineficiente do condutor - 753
Condutor deixar de manter distância do veículo da frente - 738
“A diminuição dos sinistros de trânsito do tipo colisão traseira depende do comportamento de quem está na condução dos veículos. A partir do momento em que o motorista não está atento ao trânsito ou não mantém a distância de segurança para os demais veículos, as chances de colisões aumentam", destaca o coordenador-geral de Gestão Operacional da PRF, Stênio Pires.
Estados das regiões Sul e Sudeste lideram o ranking de registros dessas colisões. Santa Catarina é o primeiro nas estatísticas, com 393 registros. E como o comportamento do motorista está diretamente relacionado à possibilidade de ocorrência de sinistros, Santa Catarina também ocupa o primeiro lugar no ranking das infrações por não manter distância de segurança entre os veículos, somando 5.467 notificações. Minas Gerais é o segundo estado com mais ocorrências de colisão traseira, foram 381 casos. Em seguida aparece o Paraná, com 366 sinistros.
PREVENÇÃO E SAÚDE
O alerta que a PRF faz aos motoristas para prevenir as colisões traseiras ganha reforço da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). juntas as instituições entendem que esses sinistros são evitáveis.
Para a PRF, comportamentos como manter distância segura de 4 segundos dos veículos da frente, diminuir a velocidade e evitar distração são capazes de minimizar as chances de sinistros desse tipo. É o que a SBOT chama de “Regra dos 3 Ds”, que reforça a importância da obediência aos limites de velocidade da via e da atenção constante ao volante.
O presidente da SBOT, Miguel Akkari, alerta ainda para as consequências na saúde de quem se envolve em colisões traseiras. “Nesse tipo de impacto, a lesão pelo mecanismo de ‘chicote’ na coluna cervical dos ocupantes dos veículos é a mais frequente e a que traz maiores riscos de lesão medular por fraturas ou luxações, sendo a que tem maior potencial de deixar sequelas.
Em seguida, ocorrem contusões e distensões lombares, lesões e até fraturas em ombros, punhos, mãos e joelhos que necessitarão remoção, atendimento hospitalar especializado, internações, às vezes cirurgias e reabilitação prolongada, aumentando os custos invisíveis na saúde e na previdência”, explica Akkari.
Dicas para uma viagem em segurança:
-Faça a revisão do veículo;
-Descanse antes da viagem;
-Veja as condições da rodovia;
-Acompanhe as condições meteorológicas;
-Não consuma bebidas alcoólicas antes de dirigir;
-Utilize o cinto de segurança e os equipamentos obrigatórios;
-Respeite os limites de velocidade;
-Não use o celular ao volante;
-Ultrapasse em local permitido.
COMENTÁRIOS