Autores de crime brutal começam a cumprir pena.
Condenados por morte brutal com mangueira de ar são presos após anos de espera
A vítima Wesner e os autores da agressão Thiago e Willian/Reprodução Este caso estarreceu o Mato Grosso do Sul e o Brasil no ano de 2017, e agora chegou a um desfecho definitivo.
Sete anos após a morte do adolescente Wesner Moreira da Silva, de 17 anos, os responsáveis pelo crime foram encaminhados ao sistema prisional, encerrando um longo período em que aguardavam o processo em liberdade.
Relembre a Tragédia
No dia 3 de fevereiro de 2017, Wesner foi vítima de uma agressão covarde no lava-jato onde trabalhava, em Campo Grande. Ele foi imobilizado pelo proprietário do estabelecimento, Thiago Giovanni Demarco, e pelo colega Willian Enrique Larrea. A dupla utilizou uma mangueira de ar de alta pressão inserindo o jato no ânus do jovem, causando lesões internas severas.
Wesner lutou pela vida durante 11 dias na Santa Casa, mas sucumbiu a hemorragias e paradas cardíacas provocadas pelos danos ao intestino e esôfago. Antes de falecer, o jovem gravou um vídeo, onde, mesmo debilitado, desmentiu a tese de "brincadeira" e afirmou ter sido alvo de uma agressão real.
O Veredito
Apesar da tentativa da defesa em classificar o ato como uma "brincadeira de mau gosto" comum no ambiente de trabalho, o Tribunal do Júri entendeu que a conduta foi de extrema crueldade, configurando homicídio qualificado.
Além da pena de reclusão, a sentença impõe aos condenados:
Pagamento de R$ 300 mil à família da vítima por danos morais.
Pensão mensal aos familiares.
A prisão dos culpados simboliza uma vitória contra a impunidade em um dos casos mais dolorosos da crônica policial recente do país.
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