Romeu Zema reage a Gilmar Mendes e eleva tom
Em nova, Zema diz que não será intimidado por Gilmar Mendes
Romeu Zema/GilmarMendes/ Reprodução O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) voltou a subir o tom contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em publicação feita nas redes sociais nesta semana.
Na postagem, o ex-governador de Minas Gerais respondeu diretamente ao ministro Gilmar Mendes, afirmou que não será intimidado e ainda fez referência ao contrato de R$ 129 milhões atribuído ao escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes, tema que já vinha repercutindo no debate político nacional.
Na manifestação, Zema disse que foi ao STF diversas vezes durante seu período à frente do governo mineiro para defender interesses do estado, especialmente na discussão sobre a dívida de Minas. Em seguida, passou ao ataque e declarou que, enquanto buscava decisões para ajudar os mineiros, “tem gente que vai aí arranjar contrato de 129 milhões de reais pra esposa”, questionando o modelo de Supremo que estaria sendo defendido por Gilmar Mendes.
O teor da postagem foi reproduzido por veículos de imprensa e em registros da publicação nas redes.
O embate ganhou força depois que Gilmar Mendes criticou Zema por apoiar o afastamento de ministros do Supremo, classificando a posição do ex-governador como contraditória, já que o próprio estado de Minas teria recorrido diversas vezes à Corte em momentos decisivos.
Em resposta, Zema afirmou que o ministro estaria acostumado a pressionar “amiguinhos da velha política”, mas que com ele seria diferente.
A fala mais dura veio no trecho final da publicação, quando Zema disse que os “ministros intocáveis” deveriam “parar de roubar o brasileiro, parar de beneficiar os seus familiares” e voltar a ser “juízes, empregados do povo”. A declaração amplia ainda mais a escalada verbal do pré-candidato contra membros do Supremo e reforça a estratégia de enfrentamento direto ao Judiciário que ele vem adotando em sua pré-campanha nacional.
O pano de fundo dessa nova crise também envolve a repercussão do contrato de R$ 129 milhões atribuído ao escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, com o Banco Master. O caso vem sendo usado por adversários políticos do STF como argumento para ampliar a pressão sobre a Corte e seus ministros.
A troca de acusações ocorre em um momento em que Zema tenta consolidar sua projeção nacional depois de deixar oficialmente o governo de Minas para se dedicar integralmente à corrida presidencial de 2026. A renúncia foi formalizada em 22 de março, abrindo espaço para que ele assuma de vez o discurso de oposição frontal ao STF e ao governo federal.
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