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Maringá,17/04/2026

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Gleisi: 'Após as eleições, temos que pensar em uma reforma do Judiciário'

Ex-ministra defende que autoridades expliquem relações como Vorcaro antes do debate sobre mudanças estruturais

OGLOBO/
Gleisi: 'Após as eleições, temos que pensar em uma reforma do Judiciário' A ex-ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann — Foto: Cristiano Mariz

Ex-ministra das Relações Institucionais do governo Lula e pré-candidato ao Senado pelo Paraná, Gleisi Hoffmann (PT-PR) defendeu a discussão sobre reformas do Judiciário uma vez concluídas as eleições deste ano. Durante entrevista ao Canal UOL, ela foi questionada sobre a repercussão do caso do banco Master, que trouxe à tona relações do banqueiro Daniel Vorcaro com autoridades e parentes e defendeu que cada um deveria explicar seus elos antes do avanço de mudanças estruturais.
— Se formos falar de reformas em instituições, precisamos de reformas em várias áreas, inclusive na política. Está na hora de, passadas as eleições, pensarmos de que forma arejamos as instituições nacionais, não só o Judiciário, mas também o Legislativo, através da reforma política e de outras ações — destacou a petista.
Gleisi reiterou que autoridades devem explicar suas relações com Vorcaro como um ponto de partida para o debate público sobre o tema e citou nomes do governo anterior.
— Quem teve relações com Vorcaro tem que se explicar sobre quais foram, o que ganharam ou não e o que ofereceram. O problema maior do Banco Master e do Vorcaro é a sua origem, que está lá no Banco Central do Campos Neto, do Bolsonaro, do Paulo Guedes — destacou.
A ex-ministra acrescentou que o governo Lula "não tem medo" da repercussão do caso e está "muito tranquilo" com o andamento das investigações.
— Isso não vai cair no nosso colo. Se a oposição acha que vai cair, ela que tome cuidado, porque a origem está justamente no governo do Bolsonaro — rebateu ela, que defendeu a transparência e a prestação de contas do Banco Central à população brasileira.
Na entrevista, a pré-candidata ao Senado ainda analisou a pré-candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência pelo PSD, como uma anunciada "terceira via" em relação a Lula e a Flávio Bolsonaro (PL).
— Essas candidaturas ficarão laterais porque temos uma polarização muito forte. Não são candidaturas que entrarão no pleito para crescer. Será muito difícil isso acontecer. Elas ficarão na periferia da eleição. A tendência do [Ronaldo] Caiado [pré-candidato do PSD] é ser uma via auxiliar do Flávio Bolsonaro. Cabe isso a ele. Não o vejo com tantas diferenças nesse sentido — afirmou.




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