Rainha tinha ‘estratégia’ para lidar com Harry
O livro “Queen Elizabeth II: A Personal History” (sem tradução), de Hugo Vickers, traz novas revelações sobre a relação da falecida rainha Elizabeth II com o neto, o príncipe Harry. Segundo a obra, a monarca passou a se recusar a atender ligações do príncipe sem a presença de uma testemunha.
De acordo com o autor, Elizabeth adotou essa postura após a saída de Harry do posto de membro sênior da família real britânica, em 2020, em meio a conflitos internos e à repercussão de ataques direcionados à esposa dele, Meghan Markle.
O desconforto da rainha teria se intensificado após a entrevista bombástica do casal a Oprah Winfrey, na qual Harry e Meghan acusaram membros da família real de racismo, entre outras declarações. “O sofrimento causado pelos Sussex à rainha nos últimos anos de sua vida não pode ser subestimado”, afirmou Vickers.

Outro ponto de tensão foi o desenvolvimento da autobiografia “Spare” (lançada no Brasil como “O que sobra”), em que o filho de Charles III e princesa Diana expõe detalhes íntimos da vida na realeza. Na época, já vivendo em Montecito, na Califórnia, com Meghan e o filho Archie, Harry teria passado a ter conversas mais frias com a avó. Segundo fontes, a monarca respondia de forma “monossilábica”, com frequentes “sim” e “não”.
A situação teria se agravado após o acordo dos Sussex com a Netflix, que resultou no documentário “Harry & Meghan”. Um insider afirma que a rainha buscava “algum tipo de proteção” diante das possíveis revelações. “Ela mantinha sua dama de companhia presente nas ligações por apoio moral e para garantir que houvesse um registro do que foi dito. Ela também estava em alerta com Harry, porque ficou muito magoada”, acrescentou.
Vickers afirma ainda que Elizabeth II evitava encontros a sós com o casal. Durante o Jubileu de Platina, em 2022, quando Harry e Meghan apresentaram a filha, Lilibet, à bisavó, a dama de companhia também estava presente. A monarca teria, inclusive, recusado a presença de um fotógrafo, temendo a divulgação das imagens.

Na obra, o autor relata que Elizabeth também não via com bons olhos a vida de Harry nos Estados Unidos. Nos bastidores, teria feito comentários ácidos sobre a decisão do neto, questionando: “E agora Harry desistiu de tudo, para quê? Para ser cuidador do Archie?”.
Antes do casamento, a rainha teria aconselhado o neto a esperar antes de oficializar a união com Meghan. Ainda assim, ele seguiu com a cerimônia, realizada em Windsor, em maio de 2018. Segundo o autor, Elizabeth não aprovou o vestido da noiva, que teria descrito como “branco demais e com ombros desajeitados”, além de manter uma postura mais distante durante o evento.

O livro também traz relatos de tensão no período em que o casal viveu em Frogmore Cottage, mansão situada nos jardins do Castelo de Windsor. Vickers afirma que a rainha repreendeu Meghan após queixas de que ela teria sido rude com um jardineiro da propriedade.
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