Jogadores africanos deverão pagar para entrar nos EUA

A menos de três meses para o início da Copa do Mundo de 2026, uma decisão extracampo do governo dos Estados Unidos gerou polêmica e tensão diplomática no cenário esportivo.
A administração de Donald Trump anunciou que jogadores, comissões técnicas e torcedores de cinco nações africanas deverão efetuar o pagamento de uma taxa elevada para obter o visto de entrada no país.
A exigência consiste em um depósito caução no valor de US$ 15 mil por pessoa (aproximadamente R$ 79 mil, na cotação atual).
Segundo o governo norte-americano, o montante funciona como uma garantia financeira: o valor seria reembolsado integralmente aos visitantes assim que deixassem o território dos Estados Unidos após o encerramento da participação de suas seleções no torneio.
As seleções afetadas pela medida são:
- Senegal;
- Argélia;
- Cabo Verde;
- Costa do Marfim;
- Tunísia.
FIFA busca intervenção - A medida causou revolta imediata entre as federações de futebol dos países envolvidos, que alegam que o custo é proibitivo e discriminatório, especialmente para os torcedores. Diante do impasse, a FIFA informou que abriu uma linha de negociação direta com a Casa Branca. No entanto, o foco da entidade máxima do futebol é restrito: a tentativa de isenção deve contemplar apenas os jogadores e membros das comissões técnicas, deixando os torcedores dessas cinco nações ainda sob a obrigatoriedade do pagamento para acompanhar o Mundial.
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