Laudo descarta abuso, mas confirma lesões.
Caso da criança em Sarandi, com suspeitas de agressão sexual.
Reprodução Novos desdobramentos no caso da recém-nascida de apenas 14 dias, internada na UTI após sofrer maus-tratos em Sarandi, trazem luz à investigação conduzida pela Polícia Civil. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) descartou a ocorrência de conjunção carnal, afastando a suspeita inicial de abuso sexual.
No entanto, a perícia confirmou que a bebê apresenta diversas lesões corporais pelo corpo.
Foco na cronologia das agressões
A delegada Karoliny Neves Marques agora busca respostas sobre a "idade" das lesões. O objetivo é entender se a criança foi vítima de um episódio isolado ou se vinha sofrendo agressões sistemáticas desde o nascimento. Vale lembrar que a bebê sequer possuía certidão de nascimento, o que aponta para um cenário de abandono e invisibilidade social.
Pai segue preso e estado de saúde é grave
O pai da criança permanece detido preventivamente. Em sua defesa, ele alegou que a mãe teria amamentado a pequena após o uso de entorpecentes, versão que ainda é apurada. Enquanto o inquérito corre sob sigilo, a recém-nascida luta pela vida na UTI da Santa Casa de Maringá, onde seu estado de saúde ainda é considerado grave. O Conselho Tutelar de Sarandi agora tenta localizar outros familiares que possam assumir a guarda da criança.
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