Defasagem do diesel impacta preços em Maringá
Reprodução Segundo dados da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), a diferença entre o preço praticado nas refinarias da Petrobras e o mercado internacional chegou a níveis recordes: 62% de defasagem média no diesel e 38% na gasolina.
Em pontos específicos, como na refinaria de Araucária (Repar), que abastece o Paraná, esse abismo chega a 74% no diesel e 48% na gasolina.
O impacto nas bombas de Maringá
Aqui em Maringá, o reflexo dessa pressão internacional já é sentido nos postos.
O preço do Diesel S10 na cidade tem flutuado com médias que desafiam o orçamento de transportadores e empresas de logística. Embora o Governo Federal tenha anunciado isenções e subsídios recentes para tentar segurar o repasse ao consumidor final, a defasagem acumulada cria uma "represa" de preços que pode romper a qualquer momento com novos reajustes.
Cenário de Incerteza
A estratégia da Petrobras de segurar os preços internos visa conter a inflação, mas dificulta a importação por empresas privadas, o que pode gerar riscos de desabastecimento em períodos de alta demanda.
Em Maringá, postos de combustíveis monitoram diariamente as cotações, e a expectativa é de que, sem uma estabilização do barril de petróleo (atualmente acima de US$ 100), o alívio nas bombas seja apenas temporário. Hoje, em Maringá alguns postos estão comercializando o litro do Diesel S10 em R$6.84, caso dos Postos Canadá, Londres e Dubai. Antes deste valor, o litro vendido a R$7,19.
Alguns postos consultados pelo Portal destacaram que as distribuidoras estavam vendendo o litro do diesel com apenas R$0,31 centavos de desconto, ou seja, menos da metade do que foi divulgado pelo governo.
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