Polícia autua segurança que presenciou roubo e não ajudou vítima
Reprodução Camerasegurança Um segurança de 43 anos foi autuado pela Polícia Civil do Paraná após não prestar ajuda a um jovem que foi assaltado dentro do campus da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), em Apucarana. De acordo com a investigação, o funcionário poresenciou o crime, mas não tomou nenhuma atitude para socorrer a vítima ou impedir a ação do criminoso, mesmo tendo o dever legal de agir.
Emboscada durante negociação de celular - O caso teve início após uma negociação pela internet. A vítima, um jovem de 25 anos, havia combinado a venda de um celular por meio do Facebook e marcou o encontro nas dependências da universidade para realizar a entrega do aparelho.
No local, porém, o rapaz foi surpreendido por uma emboscada.
Imagens do sistema interno de monitoramento registraram o momento em que o suspeito se aproxima por trás da vítima e aplica um golpe conhecido como “mata-leão”, iniciando uma luta corporal. Durante a agressão, o jovem chegou a gritar por ajuda.
Segurança presenciou a ação
Segundo a polícia, as gravações mostram que o segurança estava a poucos metros de distância e acompanhou toda a ação. Mesmo assim, ele não interveio.
Nas imagens, o funcionário aparece apenas observando enquanto o assaltante retira uma mochila da vítima. Dentro dela estavam um notebook e um celular.
Após o roubo, o criminoso fugiu do local. O jovem ainda tentou perseguir o suspeito por conta própria, mas não conseguiu alcançá-lo.
Investigação
A polícia prendeu o autor do roubo, um jovem de 23 anos com extensa ficha criminal. "As imagens são impactantes, porque você vê a ousadia do criminoso em plena luz do dia, agredindo violentamente a vítima que clama por socorro enquanto está sendo asfixiada", pontuou o delegado delegado André Garcia, da 17ª Subdivisão Policial. Além do suspeito do crime, a investigação passou a apurar a conduta do segurança, já que ele possuía responsabilidade funcional de agir diante da situação. O caso segue para análise do Poder Judiciário. A Universidade Estadual do Paraná, até o momento está igual o segurança, não se manifestou oficialmente, sobre possíveis mudanças nos protocolos de segurança ou sobre a situação contratual do funcionário envolvido.
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