Justiça suspende pesquisa eleitoral
Uma nova pesquisa eleitoral no Paraná foi suspensa pela Justiça Eleitoral do Estado.
Reprodução A Justiça Eleitoral do Paraná suspendeu pesquisa eleitoral divulgada pelo instituto Paraná Pesquisas sobre a disputa pelo governo do estado e pelo Senado.
A decisão liminar foi tomada quinta-feira (5).
A medida foi assinada pela desembargadora eleitoral Sandra Bauermann, do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, após impugnação apresentada pelo Partido Socialista Brasileiro.
Na decisão, a magistrada apontou que a pesquisa associava alguns pré-candidatos a apoiadores políticos, como “Requião Filho com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, “Fernando Giacobo com apoio de Jair Bolsonaro” e “Guto Silva com apoio do governador Ratinho Junior”.
Segundo a relatora, essa forma de apresentação poderia quebrar a isonomia entre os participantes e induzir o eleitor.
O PSB também argumentou que o pré-candidato do partido, Luiz França, não aparecia nas simulações de segundo turno da pesquisa.
Em todos os cenários apresentados, o nome de Sergio Moro era incluído, mas não havia comparações entre Moro e o candidato do PSB.
A desembargadora considerou que essa desigualdade poderia levar o eleitor a escolher necessariamente Moro em um eventual segundo turno, já que o senador aparecia em todas as simulações.
Outros dois argumentos apresentados pelo partido não foram aceitos pela Justiça Eleitoral. Um deles questionava o sistema de auditoria do instituto, que previa verificação de 30% dos questionários aplicados. O tribunal entendeu que não existe percentual obrigatório, desde que o método seja informado.
Também foi rejeitada a alegação de distorção na ponderação da faixa etária dos entrevistados. A magistrada avaliou que as variações em relação aos dados do Tribunal Superior Eleitoral não seriam suficientes para comprometer o resultado.
Com a decisão, a Justiça impede a divulgação dos resultados do levantamento. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 10 mil.
O instituto Paraná Pesquisas e o Partido Liberal têm prazo de dois dias para apresentar contestação. Depois disso, a Procuradoria Regional Eleitoral deverá emitir parecer em um dia. O instituto recorreu da decisão, mas ainda não recebeu o parecer.
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