Homem morto em confronto, havia matado policial 15 anos atrás.
Misael de Souza acumulava passagens por crimes como roubo, sequestro e latrocínio
Misael de Souza Rangel de Lima/ Reprodução PM Com uma ficha criminal extensa, Misael de Souza Rangel de Lima, de 45 anos, morto em um confronto com o Batalhão de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (BPRONE) no bairro Cajuru, em Curitiba, na segunda-feira (23), já matou um tenente da Polícia Militar (PM) há 15 anos, em 2009, durante uma ‘saidinha’ de fim de ano.
Misael dirigia um veículo Fiat Palio vermelho no momento da troca de tiros. Ele acumulava antecedentes pelos crimes de roubo, sequestro e latrocínio.
Desde 2002, já era considerado um criminoso conhecido pela polícia. Em março de 2009, Misael matou um tenente da Polícia Militar do Paraná (PMPR). O caso chamou a atenção porque, na época do crime, ele deveria estar preso por roubo, mas havia sido beneficiado com a famosa ‘saidinha’, a saída temporária de Natal.
Ele não retornou ao sistema prisional e, em março daquele ano, cometeu o latrocínio que resultou na morte do oficial durante a abordagem de um roubo de veículo. Após ser preso pelo assassinato do tenente, Misael cumpriu alguns anos de pena, mas voltou a cometer outros crimes.
“Revolta e alívio”, diz pai de PM assassinado por homem morto em confronto
A morte do criminoso trouxe sentimentos ambíguos para a família do policial militar assassinado.
Adeildon Hamilko, pai do tenente morto aos 22 anos, disse ter recebido a notícia com revolta e alívio. “Sinceramente, foi um momento de revolta e alívio ao mesmo tempo.
Revolta por ter passado tanto tempo e, com certeza, esse meliante continuava cometendo delitos. Quem tirou a vida do meu filho, com 22 anos de idade, um policial recém-formado, tenente da Polícia Militar. De repente, em uma abordagem de um roubo de um carro, perde a vida para um meliante. Estamos aliviados”, afirmou.
Ele também refletiu sobre o desfecho. “Ele tem mãe também. Então, a mãe dele, talvez sabendo da vida que o filho levava, seria esse o fim dele amanhã ou depois. A minha família toda sentiu um grande alívio. Terminou uma fase“, completou.
Segundo o major Arnaldo, da PM, Misael era apontado como dono ou gerente da área onde ocorreu o confronto, no Cajuru. “Nós fomos para efetuar a prisão. Como um marginal pode se render e se entregar, ele também pode tentar a sorte“, declarou.
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