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Maringá,03/04/2026

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Esquema criminoso para derrubada de árvores.

Prefeitura responde informando que não há crime ambiental

PortalEdsonValerio/
Esquema criminoso para derrubada de árvores. Reprodução (Anelamento)

Um vídeo enviado ao nosso portal pelo morador Jorge Gonçalves de Oliveira revela uma tática criminosa e silenciosa utilizada para a degradação ambiental no Novo Jardim Alvorada, em Maringá.
O flagrante ocorreu no fundo de vale localizado no final da Rua Pioneiro José de Paula.

As imagens mostram um método cruel de desmatamento: pessoas entram na mata e realizam o descascamento do tronco das árvores.
Ao retirar a casca (anelamento), os criminosos interrompem o fluxo de seiva, condenando a árvore à morte lenta. Assim que a planta seca e morre, o grupo retorna ao local para realizar o corte e a retirada da madeira de forma clandestina.
Crime Ambiental e Fiscalização

A prática configura crime ambiental grave, pois visa burlar a fiscalização, fazendo com que a derrubada pareça o corte de uma árvore já morta naturalmente. O portal Edson Valério formaliza esta denúncia pública e encaminha o material aos órgãos competentes, como a Secretaria de Meio Ambiente (SEMA) e a Polícia Ambiental, para que os responsáveis sejam identificados e punidos.


Após a repercussão do vídeo gravado, a Prefeitura de Maringá e o Instituto Ambiental de Maringá (IAM) se manifestaram para esclarecer a situação no fundo de vale da Rua Pioneiro José de Paula. Ao contrário do que se suspeitava, o órgão informou que não há crime ambiental no local, mas sim a execução de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD).
A Técnica do Anelamento O IAM explicou que o "descascamento" das árvores registrado no vídeo é, tecnicamente, chamado de Anelamento de Malpighi. Esta é uma técnica reconhecida e utilizada em projetos de restauração para o controle de espécies exóticas invasoras, como a leucena.
A leucena é uma espécie agressiva que libera substâncias no solo impedindo o crescimento de árvores nativas. Ao realizar o anelamento, interrompe-se o fluxo de seiva da espécie invasora, abrindo espaço para que a biodiversidade local se recupere.
O projeto prevê o plantio de 4.576 mudas de espécies nativas na área. O objetivo central é a recomposição da mata ciliar, a proteção de nascentes e o controle de erosões, transformando o fundo de vale em um espaço ecologicamente equilibrado.
A prefeitura orientou que qualquer suspeita continue sendo registrada pela Ouvidoria 156, garantindo que todas as demandas passem pela fiscalização técnica necessária.




COMENTÁRIOS

Jorge em 02/02/2026

😳☝🏻infelizmente faltou informar as lideranças comunitárias do local 🤷🏻‍♂️Lamentável 😞

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