MP denuncia acusado de matar Thaissa Marques, em Londrina.
Acusado de matar jovem com 44 golpes de faca vira réu em denúncia do MP
Reprodução redes sociais O Ministério Público do Paraná (MPPR) apresentou nesta segunda-feira (21) denúncia contra o homem acusado de matar Thaissa Marques, de 21 anos, em Londrina.
Ele responde pelos crimes de feminicídio e tentativa de estupro.
Thaissa foi morta no dia 11 de setembro, após ser atacada no estacionamento de uma academia.
Segundo a denúncia, o acusado teria levado a jovem para dentro do estabelecimento sob o argumento de apresentar o local.
Ainda conforme o Ministério Público, dentro da academia ele teria tentado estuprar a vítima com o uso de uma corda e uma faca.
Thaissa conseguiu escapar e correu em direção ao estacionamento, mas foi alcançada pelo suspeito e atacada.
A perícia identificou 44 golpes de faca no corpo da jovem.
Na denúncia, o MPPR aponta circunstâncias que podem agravar a pena em caso de condenação, entre elas o meio cruel, considerando a quantidade de golpes, além de dissimulação e recurso que teria dificultado a defesa da vítima.
O acusado foi preso em flagrante no mesmo dia. O processo tramita sob sigilo na Justiça.
Investigação aponta possível premeditação
Durante o inquérito, a Polícia Civil apontou indícios de que o ataque teria sido planejado.
De acordo com a investigação, o homem teria ido à academia três dias antes do crime, alegando que queria conhecer as instalações.
No dia do ataque, ele teria levado uma faca e uma corda que não pertenciam ao estabelecimento.
Os investigadores analisaram imagens de câmeras de segurança da região e ouviram testemunhas e policiais que participaram do atendimento da ocorrência.
Os celulares de Thaissa e do acusado também foram apreendidos e encaminhados ao Departamento de Inteligência do Estado do Paraná para extração de dados.
A investigação chegou a verificar ainda a possível existência de grupos extremistas relacionados ao caso.
Defesa apresentou documento médico
Durante o processo, a defesa apresentou um laudo de transtorno do espectro autista, emitido em 2017.
Segundo a Polícia Civil, entretanto, a avaliação sobre eventual imputabilidade penal não cabe à investigação.
A questão deverá ser analisada por uma junta médica do Tribunal de Justiça do Paraná, conforme os procedimentos legais.
Com a denúncia apresentada pelo MPPR, o caso segue agora para análise da Justiça.
O processo permanece sob sigilo.
O segredo de justiça é aplicado em determinados processos para proteger a intimidade, a privacidade e a dignidade das pessoas envolvidas, ou quando o interesse público e social exige a restrição do acesso aos autos. Embora a regra geral no Brasil seja a publicidade dos atos processuais (conforme previsto na Constituição Federal), o Código de Processo Civil (Art. 189) e outras legislações estabelecem exceções fundamentadas.
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