Suspeito por matar pai e filho é preso em Maringá
Operação prende em Maringá investigado pelas mortes de empresários em Cascavel
Uma operação da Polícia Civil terminou com a prisão de Nata Fagundes de Paula, investigado pelo duplo homicídio de pai e filho dentro de uma loja de veículos em Cascavel.
Ele foi localizado na noite desta quarta-feira (16), em um posto de combustíveis em Maringá, onde as equipes cumpriram o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.
Depois da captura, Nata foi encaminhado à Delegacia de Homicídios de Cascavel. Durante o interrogatório, ele exerceu o direito de permanecer em silêncio.
Pai e filho foram mortos dentro da empresa
O crime foi no dia 3 de março de 2026, em uma loja de veículos em Cascavel.
As vítimas foram Ermínio Bittencourt da Silva, de 81 anos, e o filho Arnaldo Bittencourt da Silva, de 51 anos. Os dois eram proprietários do estabelecimento e morreram após serem atingidos por disparos de arma de fogo.
Com o avanço da investigação, a Delegacia de Homicídios reuniu elementos e solicitou a prisão preventiva de Nata. A medida foi decretada pelo Poder Judiciário, e o investigado passou a ser procurado pelas forças de segurança.
Prisão mobilizou diferentes unidades
A localização ocorreu após o cruzamento de informações entre órgãos de segurança do Paraná e de outros estados. Participaram da operação a Delegacia de Homicídios de Cascavel, a Delegacia de Polícia de Sarandi, o Grupo TIGRE, os núcleos de inteligência da Polícia Civil e a Guarda Municipal de Sarandi, além do apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
A imagem do investigado havia sido divulgada pela Polícia Civil para auxiliar nas buscas.
Polícia apura alteração em sistema de mandados
O delegado responsável pela investigação informou que o registro relacionado ao mandado de prisão teria sido excluído do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), dificultando a localização do investigado. A situação foi documentada e comunicada aos órgãos responsáveis. A apuração deverá esclarecer como ocorreu a alteração, quem teve participação e se houve crime ou infração administrativa.
Defesa apresentou versão de legítima defesa
Enquanto Nata era procurado, a defesa encaminhou à Polícia Civil um vídeo com a versão do investigado sobre o crime. Os advogados sustentaram que ele teria efetuado os disparos para se defender e afirmaram que a arma utilizada pertencia às vítimas. A defesa também declarou que tentou apresentá-lo para prestar esclarecimentos. Nata permanece preso e à disposição da Justiça.
Informações relacionadas a crimes podem ser repassadas pelos telefones 181 e 197. Em situações de emergência, a orientação é ligar para o 190.
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