"Palco dos Sonhos” transforma HCM em passarela

Entre tratamento e sonhos: crianças da oncologia ganham passarela especial no Hospital da Criança de Maringá

HCM/edsonvalerio.com.br
Reprodução HCM

Por algumas horas, o ambiente hospitalar deu lugar a uma passarela onde o diagnóstico deixou de ser o protagonista.

Cerca de 20 crianças e adolescentes em tratamento oncológico participaram, na manhã deste sábado (12), do “Palco dos Sonhos”, ação realizada pelo Hospital da Criança de Maringá para valorizar histórias, talentos e sonhos dos pacientes.

Entre os primeiros a desfilar estava Khauam Antônio, de 11 anos, morador de Marialva.
Paciente do hospital há oito meses, ele tem na cozinha seu hobby preferido e percorreu a passarela montada na recepção do Bloco 7 vestido especialmente para a ocasião.

Cada criança ganhou seu próprio momento

A proposta foi transformar cada participante no centro das atenções.

Durante o desfile, as crianças e adolescentes foram apresentados individualmente, com destaque para características pessoais, sonhos, gostos e histórias, indo além da rotina do tratamento.

Familiares, profissionais do hospital, parceiros e convidados acompanharam a programação.

As roupas utilizadas foram disponibilizadas pelo Grupo Pakita, parceiro da iniciativa, e ao final do evento foram doadas aos participantes.

Evento integra o Setembro Dourado

O “Palco dos Sonhos” foi realizado durante o Setembro Dourado, mês dedicado à conscientização sobre o câncer infantojuvenil. A ação também faz parte das comemorações pelos dois anos de funcionamento do Hospital da Criança de Maringá.

O projeto foi criado pela Comissão de Humanização do HCM para proporcionar aos pacientes uma experiência diferente dentro da rotina hospitalar.

Segundo a presidente da comissão, Adriana Silva, a ideia foi criar um momento de protagonismo e fortalecer os vínculos construídos durante o tratamento.

“O Palco dos Sonhos foi pensado justamente para que eles pudessem viver um momento de alegria. É uma forma de tornar a experiência hospitalar mais leve e fortalecer os vínculos que fazem parte desse processo de cuidado”, afirmou.

Roupas do desfile ficaram com as crianças

A parceria com o Grupo Pakita permitiu que cada participante tivesse uma roupa preparada especialmente para o evento. Depois da apresentação, as peças ficaram como presente para as próprias crianças e adolescentes.
Para a diretora do grupo, Fernanda Castro, a participação foi pensada para ir além da roupa usada naquele momento. “Mais do que vestir essas crianças para um desfile, queremos contribuir para que elas se sintam especiais, valorizadas e protagonistas desse momento”, destacou.

Humanização faz parte do tratamento

A diretora do HCM, Juliana Motta, ressaltou que o atendimento às crianças com câncer não termina nos procedimentos médicos.
Segundo ela, o cuidado também passa pelos aspectos emocionais e pela autoestima dos pacientes.
“Cuidar de uma criança em tratamento oncológico significa olhar para ela de forma integral. O tratamento e a assistência médica são fundamentais, mas também precisamos cuidar dos sentimentos e da autoestima de cada paciente”, afirmou.
Para a direção do hospital, iniciativas como o desfile ajudam a tornar o ambiente mais acolhedor durante uma rotina que costuma ser marcada por consultas, exames e procedimentos.

Famílias acompanharam de perto a passarela

Entre os participantes estava também Danilo, de 3 anos, morador de Amaporã e paciente do HCM há cerca de um ano.

A mãe, Maria José dos Santos, acompanhou o filho durante o desfile.
“Foi emocionante ver o Danilo participando, tão feliz e aproveitando esse momento. Ele gostou muito do desfile, da roupa e de toda a atenção que recebeu”, contou.
A mãe de Khauam, Rafaela Antônio, também acompanhou a apresentação do filho.
“Para nós, como família, é muito importante ver que, além do tratamento, existe esse carinho com todas as crianças do setor”, afirmou.
Coral também participou da programação

O evento contou ainda com a presença da primeira-dama de Maringá, Bernadete Barros, além da participação do coral da Escola Municipal Diderot.
A proposta do hospital é manter ações de humanização que ajudem crianças e adolescentes a viver experiências que não estejam associadas apenas ao tratamento.
Neste sábado, por alguns momentos, a oncologia ficou fora do centro da cena.
Na passarela, cada criança entrou com seu nome, sua história e seus próprios sonhos.




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