Federação Francesa rompe com a Fifa
Decisão teria sido tomada pelo comitê executivo da federação
Foto: David Salazar / AFP A Federação Francesa de Futebol (FFF) decidiu retirar o apoio à candidatura de Gianni Infantino à reeleição para a presidência da Fifa, marcada para março de 2027.
A mudança de posicionamento foi definida pelo comitê executivo da entidade nesta quinta-feira, segundo informações publicadas pelo jornal francês Le Monde e confirmadas por uma fonte à agência Reuters.
A decisão foi conduzida pelo presidente da Federação Francesa de Futebol, Philippe Diallo.
Procurada pela Reuters, entretanto, a federação informou inicialmente que o comitê executivo ainda discutia o assunto e não havia confirmado oficialmente a retirada do apoio.
A França reverte, assim, uma posição adotada recentemente.
A FFF estava entre as federações que assinaram uma carta em defesa da permanência de Infantino no comando da entidade máxima do futebol.
Agora, junta-se a países como Suécia, Escócia, Itália e Bélgica, que também retiraram o respaldo ao dirigente.
A mudança amplia a oposição europeia às políticas adotadas pelo suíço.
O episódio mais recente envolve o projeto Fifa Forward Enterprise, que previa a entrada de investidores privados em uma estrutura responsável por parte dos direitos comerciais das competições da entidade, incluindo a Copa do Mundo.
A proposta contemplava a venda de uma participação de 20% no negócio e foi retirada no fim de julho, após sofrer forte resistência.
Uefa, Concacaf e Confederação Asiática de Futebol estiveram entre as entidades que criticaram a iniciativa e cobraram maior transparência na administração da Fifa.
A crise também chegou à esfera judicial.
A Uefa solicitou a tribunais dos Estados Unidos acesso a documentos confidenciais relacionados ao projeto, com o objetivo de avaliar possíveis medidas legais na Suíça.
Em resposta, a Fifa acusou a entidade europeia de promover uma “campanha de difamação” contra Infantino.
O presidente da Fifa ainda enfrenta críticas pela proximidade com Donald Trump, demonstrada durante a Copa do Mundo de 2026, e por intervenções consideradas políticas em decisões esportivas. Apesar da resistência crescente na Europa, ele mantém apoio relevante entre federações africanas e sul-americanas.
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