Caso Letycia e Sttela completa 106 dias.
Nova pista muda área de buscas por primas desaparecidas há 106 dias no Paraná
Reprodução Redes Sociais. O desaparecimento de Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, completou 106 dias nesta quarta-feira (5). As primas foram vistas pela última vez na madrugada de 21 de abril, depois de participarem de um evento em Paranavaí, no Noroeste do Paraná.
A investigação passou a considerar uma nova área para a realização de buscas. A mudança ocorreu após a análise dos dados do telefone celular de Clayton Antonio da Silva Cruz, apontado como principal suspeito do caso.
Conforme a advogada das famílias, Josiane Monteiro Bichet, os registros de conexão com antenas mostraram que Clayton permaneceu durante um período significativo em um ponto ainda não vistoriado.
A região fica em uma cidade próxima de Paraíso do Norte, onde parte das diligências havia sido concentrada anteriormente. O município não foi divulgado.
Hipótese de duplo homicídio
Embora Letycia e Sttela continuem oficialmente registradas como desaparecidas, a principal linha mencionada pela representante das famílias considera que as duas possam ter sido vítimas de duplo homicídio.
A advogada Josiane afirmou que os elementos reunidos até agora reforçam essa possibilidade. As famílias, no entanto, ainda mantêm a esperança de que as jovens sejam encontradas com vida.
Um dos relatos incorporados à investigação foi prestado pelo filho de Clayton.
Segundo a advogada, ele contou à polícia que, antes de desaparecer, o pai teria afirmado: “Fiz uma besteira e por isso vou ficar fora durante um tempo.”
A declaração é analisada em conjunto com imagens, depoimentos, registros telefônicos e outros materiais recolhidos durante o inquérito. Por si só, o relato não representa uma confissão nem comprova o que aconteceu com as primas.
Últimas imagens foram feitas em Paranavaí
As investigações indicam que Letycia e Sttela saíram de Cianorte acompanhadas de Clayton, que teria oferecido carona para que elas fossem a um evento em Paranavaí.
Imagens e depoimentos mostram que houve uma discussão entre o suspeito e as jovens dentro da casa noturna. Clayton deixou o estabelecimento pela entrada principal. Pouco depois, as primas saíram por outra passagem e não foram mais vistas.
Não há imagens que mostrem as duas entrando novamente no veículo do investigado. A polícia trabalha com essa possibilidade porque elas dependiam da carona para retornar.
A causa da discussão e uma eventual motivação para o desaparecimento não foram oficialmente esclarecidas.
Suspeito é procurado internacionalmente
Clayton está foragido desde 29 de abril, quando teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.
O nome dele também foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol, medida que ampliou as buscas para outros países.
A Polícia Civil chegou a prender temporariamente uma ex-companheira do investigado, suspeita de fornecer apoio financeiro e logístico durante a fuga. Ela foi localizada em maio, em Paraguaçu Paulista, no interior de São Paulo. Uma das possibilidades investigadas é que Clayton permaneça escondido no Noroeste do Paraná. A hipótese de fuga para o Paraguai também levou as autoridades a ampliar o alcance das buscas.

Informações sobre a localização de Letycia, Sttela ou Clayton podem ser repassadas anonimamente pelos
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