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Maringá,29/07/2026

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Irmãs presas por venda de canetas em Paranavaí.

Operação encontra tirzepatida transportada em saco plástico com pedras de gelo

DiariodoNoroeste/PortalEdsonValerio
Irmãs presas por venda de canetas em Paranavaí. Reprodução PCParanavai/

Duas irmãs, de 24 e 44 anos, foram presas em flagrante durante uma operação da Polícia Civil contra a comercialização clandestina de medicamentos de origem estrangeira em Paranavaí. A Operação Peso Morto foi deflagrada na terça-feira, 28 de julho, pela 8ª Subdivisão Policial. As prisões ocorreram durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão.
No momento da abordagem, uma das investigadas transportava uma seringa já preenchida com tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro. O produto estava dentro de um saco plástico com algumas pedras de gelo.
Não havia embalagem apropriada, identificação, rastreabilidade ou qualquer sistema certificado de controle da temperatura.
Para os investigadores, a forma improvisada de transporte colocava em dúvida a conservação, a esterilidade e a própria segurança da substância que seria entregue ao consumidor.
Ampolas e seringas apreendidas
Na residência ligada às investigadas, a Polícia Civil apreendeu 33 ampolas de TG 15 mg, quatro ampolas de GHK-CU e duas ampolas de Testanat Depot Landerlan.
Também foram encontradas quatro seringas com medicamentos fracionados, 63 seringas vazias, materiais usados na divulgação das vendas e aparelhos celulares que teriam sido utilizados nas negociações.
O conjunto apreendido indica, conforme a investigação, que os medicamentos eram divididos em doses menores antes de serem comercializados.
Esse procedimento era realizado sem garantias sobre a procedência das substâncias, esterilidade dos materiais, dosagem, temperatura de conservação ou condições sanitárias.
Risco para os consumidores
A Polícia Civil alerta que medicamentos armazenados ou fracionados de maneira inadequada podem perder a eficácia e ainda expor os consumidores a contaminações, reações adversas e aplicação de substâncias sem procedência comprovada. As duas mulheres foram encaminhadas à Delegacia da Polícia Civil de Paranavaí e autuadas, em tese, por contrabando equiparado. Elas permanecem à disposição da Justiça. A investigação continua para identificar fornecedores, compradores e outros possíveis envolvidos no esquema.




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