Sprite zero dobrou suas vendas no Brasil
O Brasil foi o grande destaque do balanço da Coca-Cola FEMSA no segundo trimestre, mas um produto específico do portfólio de bebidas chamou especial atenção.
De acordo com a maior engarrafadora de produtos Coca-Cola do mundo, a aposta na versão Zero da Sprite está dando certo, com a companhia tentando replicar o desempenho da Coca-Cola Zero nos últimos anos.
Em teleconferência com analistas, o CEO da Coca-Cola FEMSA, Ian Craig, afirmou que a bebida registrou crescimento anual de mais de 100% em um ano no Brasil — ou seja, mais do que dobrou as vendas, embora o produto parta de uma base de comparação baixa. Ele explicou que o desempenho faz parte do avanço da categoria Zero sobre os refrigerantes de sabores.
— No portfólio de bebidas sem açúcar, a Coca-Cola Zero cresceu 15% e a Sprite Zero registrou crescimento de três dígitos — explicou o executivo. — No Brasil, estamos ganhando cerca de 400 pontos-base (quatro pontos percentuais) de participação de mercado na categoria de sabores (Fanta e Sprite, por exemplo). É impressionante o que está acontecendo no país, e isso se deve à Sprite Zero.
No Brasil — onde os volumes gerais cresceram 5%, com ajuda da Copa do Mundo e das figurinhas da Panini nas embalagens de bebidas —, a Coca-Cola FEMSA afirmou que, a despeito do salto da Sprite Zero, os avanços no agregado vêm sobretudo das bebidas sem gás. A categoria cresceu 23%.
O principal destaque foi o energético Monster, além de chás e bebidas esportivas, com destaque para Powerade.
— A categoria de energéticos no Brasil vem apresentando um desempenho muito forte. Considerando a taxa composta de crescimento anual (CAGR) dos últimos quatro trimestres, ela tem crescido cerca de 25%. De modo geral, acreditamos que estamos ganhando participação de mercado em relação aos concorrentes.
Esse desempenho é impulsionado principalmente pela inovação do portfólio, com o lançamento de alguns novos sabores, além da integração cada vez maior dessa estratégia com as categorias de bebidas esportivas e de refrigerantes como um todo — observou Pamela Ortiz, diretora de Relações com Investidores.
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