Com eliminação, o que acontece com Ancelotti?
O treinador italiano, anunciado pela CBF em 2025, teve seu contrato renovado no início deste ano
Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira — Foto: Ronaldo Schemidt / AFP O Brasil foi derrotado pela Noruega e está eliminado da Copa do Mundo nas oitavas de final. Com a queda precoce, uma das principais dúvidas passa a ser o futuro de Carlo Ancelotti no comando da Seleção.
A resposta, porém, é simples: o italiano renovou seu contrato com a CBF pouco antes do início do Mundial e tem vínculo até a Copa do Mundo de 2030.
Ancelotti assumiu a Seleção Brasileira em 2025 e já negociava a renovação desde o início deste ano. Ao assinar o novo contrato, agradeceu à CBF pela confiança e ao povo brasileiro pela "calorosa recepção e por todo o carinho".
Em coletiva após a derrota para a Noruega, o treinador evitou o cenário de terra arrasada. Pelo contrário. Ancelotti falou em uma "nova aventura" após a eliminação na Copa do Mundo, indicando sua permanência.
— Quando passamos por um momento assim, temos que pensar que uma derrota é o começo de uma nova aventura, uma nova temporada. Temos que seguir trabalhando, melhorando e encontrando novas ideias. Acho que esse não é o final. Essa derrota é o princípio de um novo ciclo — disse Ancelotti.
A eliminação no Mundial, no entanto, não traz apenas consequências esportivas. O treinador também deixa de receber um bônus de 5 milhões de euros previsto em contrato caso o Brasil conquistasse o título da Copa do Mundo de 2026.
Por outro lado, Ancelotti segue sendo o técnico de seleção mais bem pago do mundo.
Segundo apuração do blog do Diogo Dantas, na renovação ele manteve o salário acertado em maio de 2025: 10 milhões de euros por ano (cerca de R$ 59,3 milhões), o equivalente a aproximadamente R$ 5 milhões por mês — o maior vencimento já pago a um treinador da Seleção Brasileira.
Além de Ancelotti, os auxiliares Paul Clement e Francisco Mauri, o preparador físico Mino Fulco e o analista de desempenho Simone Montanaro também receberam valorização salarial com a renovação do contrato.
Explicações após a derrota
Depois da derrota para a Noruega, o técnico Carlo Ancelotti se recusou a participar da entrevista no gramado, e enviou o seu filho, o auxiliar Davide Ancelotti para dar as primeiras explicações. O treinador só falou na coletiva mais tarde.
Ao explicar as criticadas substituições realizadas no segundo tempo, o italiano explicou que desejava dar mais "frescor e profundidade" para o time dentro de campo com as alterações realizadas.
— Acho que, em uma parte, foi um bom jogo. Tivemos muitas oportunidades quando a partida estava 0 a 0. As trocas foram para dar mais frescor e profundidade para tentar ganhar a partida — falou.
Outro ponto detalhado por Ancelotti foi a escolha por Bruno Guimarães para a cobrança do pênalti.
De acordo com o treinador, a comissão técnica do Brasil realizou, dentro de um ano, um levantamento estatístico dos jogadores canarinhos e da Noruega para que fosse definida uma ordem de melhores cobradores.
No elenco, o camisa 8 foi o quarto melhor dentro deste levantamento. Em campo, ele esteve a frente de Martinelli.
— O melhor era o Neymar, depois o Igor Thiago, depois o Raphinha e depois o Bruno Guimarães.
O Martinelli vinha depois. Escolhemos o Bruno porque pensávamos que era o melhor dentro de campo.
'Novo ciclo'
Com sua tranquilidade habitual, Ancelotti afirmou estar "profundamente triste" com a queda precoce da seleção brasileira. O Brasil amargou a pior campanha em Copas do Mundo nos últimos 36 anos.
A última eliminação nas oitavas de final havia sido no Mundial de 1990, contra a Argentina.
O treinador, porém, evitou o cenário de terra arrasada. Pelo contrário. Ancelotti falou em uma "nova aventura" após a eliminação na Copa do Mundo.
Para este "novo ciclo", Ancelotti demonstrou já ter em mente os nomes do elenco que podem continuar na seleção brasileira. O treinador elogiou o grupo montado para a Copa do Mundo de 2026.
— Vamos continuar trabalhando para esta seleção, tentando melhorar e buscando novas ideias. É o mesmo que fizemos neste ano. Acho que o trabalho foi bom. Futebol é assim. Às vezes você tem que fazer a gestão da tristeza de uma derrota. Estou bastante acostumado com isso. Vamos administrar esta derrota com o impulso e na avaliação dos jogadores. Amanhã começaremos a pensar no que pode ser o futuro desta seleção, que já tem um grupo de jovens, de outros mais veteranos que podem continuar e de novos jogadores que podem entrar.
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