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Maringá,08/07/2026

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Policiais roubam dinheiro de vítimas de terremoto.

Agentes do órgão de investigação criminal foram presos e expulsos da corporação

Euro News/
Policiais roubam dinheiro de vítimas de terremoto. Reprodução redes sociais

Quatro policiais do Corpo de Investigação Científica, Criminal e Forense (CICPC), principal órgão de investigação criminal da Venezuela, foram presos e expulsos da corporação após serem acusados de furtar dinheiro encontrado nos escombros de edifícios que desabaram durante os terremotos que atingiram o estado de La Guaira na semana passada.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades venezuelanas e pela imprensa local, nesta terça-feira (30), os agentes aproveitaram a atuação nas operações de resgate para se apropriar de bens das vítimas. De acordo com um comunicado oficial, os policiais "desviaram-se de seus deveres" ao se apropriarem de objetos de valor encontrados entre os destroços. O diretor do CICPC, Douglas Rico, anunciou a demissão "definitiva e irrevogável" dos quatro agentes e informou que eles foram entregues à Justiça para responder às acusações.
Segundo o Euro News, o caso veio à tona após um dos policiais ser filmado no condomínio Vallarta, em Playa Grande, carregando uma sacola com notas de US$ 100 que, segundo relatos, haviam sido retiradas dos apartamentos destruídos. Moradores cercaram o agente, conseguiram recuperar o dinheiro — estimado em cerca de US$ 10 mil — e registraram a ação em vídeos que rapidamente se espalharam pelas redes sociais, aumentando a indignação diante da conduta dos agentes em meio à tragédia.
Em resposta ao episódio, o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, prometeu rigor na punição dos responsáveis. — Seremos muito mais severos com aqueles que, usando uniforme, quiserem se aproveitar da dor e dos bens alheios em um momento de grande comoção — afirmou.

Um total de 17 países chegaram a Caracas
Os terremotos registrados em 24 de junho deixaram um cenário de destruição em La Guaira, estado mais afetado pelo desastre.
Segundo o balanço oficial, 1.943 pessoas morreram, mais de 10,5 mil ficaram feridas e quase 250 edifícios desabaram.
Enquanto equipes de resgate seguem procurando sobreviventes sob os escombros, relatos de saques, inicialmente atribuídos a civis e agora também a agentes de segurança, evidenciam os desafios enfrentados pelo país diante da maior tragédia recente.




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