Mulher herda cartas Pokémon de R$ 600 milhões
Uma herdeira suíça diz ter reunido o maior e mais valioso conjunto de cartas de Pokémon.
Reprodução Uma jovem suíça de 20 anos virou assunto no mundo dos colecionadores ao afirmar que herdou uma coleção milionária de cartas Pokémon e que pretende vender o acervo.
Jolina Gisèle diz ser responsável por uma coleção com mais de 60 mil cartas raras, avaliada entre 50 milhões e 90 milhões de libras esterlinas, valor que pode ultrapassar R$ 600 milhões, dependendo da cotação e da avaliação final do mercado.
Segundo reportagem do jornal britânico The Times, o conjunto pode estar entre os maiores e mais valiosos do mundo relacionados à franquia Pokémon. O acervo reuniria cartas promocionais, edições históricas, itens lacrados, cartas raríssimas de diferentes idiomas e exemplares em estado considerado excepcional de conservação.
Cartas raras e itens cobiçados
Entre os destaques da coleção estão versões da famosa Pikachu Illustrator, considerada uma das cartas mais valiosas já produzidas dentro do universo Pokémon.
Também haveria exemplares raros de Charizard Shadowless, cartas promocionais e itens de troféu, muito disputados por colecionadores de alto padrão.
O site oficial da coleção afirma que o acervo reúne mais de 60 mil cartas, das quais cerca de 12 mil já teriam sido avaliadas profissionalmente pela PSA, empresa reconhecida internacionalmente pela certificação de cards e colecionáveis. Muitas delas teriam recebido nota máxima de conservação.
Acervo teria sido montado pelo pai
De acordo com as informações divulgadas pela família, a coleção começou ainda na infância de Jolina, como uma atividade ligada ao pai, um milionário do setor de tecnologia. Com o tempo, o hobby teria se transformado em um acervo de grandes proporções, montado com foco em raridade, conservação e importância histórica dentro da franquia. A família afirma que manteve a coleção em sigilo por anos, principalmente por questões de segurança. Atualmente, as cartas estariam guardadas em um cofre de alta proteção, em local não divulgado.
Venda pode ser feita de uma só vez
Segundo o jornal The Sun, a família já teria recebido propostas e considera vender a coleção completa, de preferência para um comprador que mantenha o acervo intacto. Uma das possibilidades citadas seria a preservação do conjunto como uma espécie de coleção de museu, evitando que as cartas sejam vendidas separadamente. A decisão chama atenção porque o mercado de cartas Pokémon movimenta cifras cada vez mais altas. Nos últimos anos, cards raros passaram a ser tratados como itens de investimento, especialmente quando certificados por empresas especializadas e conservados em estado impecável.
Caso divide colecionadores
Apesar da repercussão internacional, parte da comunidade de colecionadores ainda demonstra cautela.
O próprio The Times destacou que a coleção impressiona pelo volume e pela qualidade dos itens apresentados, mas também desperta ceticismo pela forma como surgiu publicamente e pela pouca exposição direta do acervo completo.
Especialistas ouvidos pela imprensa internacional afirmam que a coleção existe e tem itens de grande valor, mas a avaliação final dependeria de verificação completa, documentação, certificações e interesse real de compradores com capacidade financeira para adquirir um acervo desse porte.
Se confirmada nos valores anunciados, a coleção de Jolina Gisèle poderá entrar para a história como uma das mais valiosas já reunidas no universo Pokémon, transformando um hobby de infância em um negócio milionário.
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