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Maringá,14/05/2026

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Indústria do vestuário em Apucarana repudia fim da 'Taxa das Blusinhas'"

Fabricantes alegam que é impossível competir com plataformas estrangeiras que não pagam os mesmos encargos trabalhistas e produtivos do Brasil.

TNONLINE/Portal EdsonValerio
Indústria do vestuário em Apucarana repudia fim da 'Taxa das Blusinhas' Foto: Gaby Campos/TNOnline

O polo de vestuário de Apucarana — um dos maiores do Paraná — está em pé de guerra. A decisão do governo federal de extinguir o imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50 (a popular "taxa das blusinhas") caiu como uma bomba sobre as mais de 600 empresas que sustentam a economia da região.
Empresários e entidades do setor, que juntos geram cerca de 25 mil empregos diretos e indiretos no município, afirmam que a medida — já em vigor via Medida Provisória — cria um cenário de concorrência desleal. Enquanto a indústria nacional lida com uma carga tributária sufocante e altos custos de produção, os produtos estrangeiros entram no país com privilégios que os fabricantes locais não possuem.
O que dizem os protagonistas do setor:
Elizabete Ardigo (Sivale): Ressalta que, embora o consumidor busque preço, a indústria brasileira é quem gera renda e desenvolvimento regional sob impostos elevados.
Antônio Carlos (Setor de Bonés): O empresário aponta que o impacto é direto no e-commerce. "Os importados não têm as desvantagens que nós, que recolhemos todos os impostos aqui dentro, temos", desabafa.
Maria Abigail Fortuna: Classifica a medida como um "erro grave", defendendo que o governo deveria focar na redução de impostos para a tecnologia e produção nacional, em vez de facilitar a entrada de produtos externos.
A resistência das entidades
A Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná) e a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil) também emitiram notas de repúdio. A Fiep destaca que o setor de confecções é o segundo maior empregador do estado, sendo vital para a inclusão produtiva feminina, já que 65% da força de trabalho é composta por mulheres.
Vale lembrar que, apesar da isenção federal, o ICMS estadual (17% no Paraná) continua sendo cobrado. Contudo, para o setor produtivo de Apucarana, isso é insuficiente para equilibrar o jogo.




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