'O Diabo Veste Prada 2' explode nas bilheterias.
Sequência ultrapassa 430 milhões de dólares mundialmente e já figura entre as maiores arrecadações de 2026
Foto: 20th Century Studios/Divulgação Duas décadas após transformar o universo da moda em um dos cenários mais icônicos do cinema contemporâneo, O Diabo Veste Prada 2 chega aos cinemas impulsionado por um fenômeno que vai além da nostalgia. Em menos de duas semanas em cartaz, a continuação já arrecadou US$ 433 milhões (R$ 2,1 bilhões na cotação atual) nas bilheterias globais, ultrapassando toda a trajetória comercial do longa original de 2006, que encerrou sua exibição com US$ 326,5 milhões (R$ 1,6 bilhão).
O desempenho coloca o filme entre as cinco maiores arrecadações mundiais de 2026 e consolida a sequência como um dos principais sucessos comerciais do ano. O resultado também demostra a força da Disney no mercado cinematográfico, o estúdio se tornou o primeiro de Hollywood a ultrapassar a marca de US$ 2 bilhões (R$ 9,7 milhões) em bilheteria global neste ano.
Retorno ao universo da 'Runway' conquista público antigo e nova geração
A sequência marca o retorno de Anne Hathaway, Meryl Streep, Emily Blunt e Stanley Tucci aos personagens que se tornaram referência na cultura pop e no imaginário da moda. Desta vez, a trama revisita o universo da revista Runway em um contexto completamente diferente daquele apresentado em 2006.
Andy Sachs agora é uma jornalista investigativa reconhecida, distante da jovem insegura que tentava sobreviver às exigências de Miranda Priestly. Mas o reencontro entre as duas acontece justamente em um momento de crise dentro da indústria editorial, pressionada pela ascensão dos influenciadores digitais, pela queda das revistas impressas e pelas transformações do consumo de moda.
A narrativa acompanha a tentativa de Miranda de recuperar a relevância da Runway em meio às mudanças do mercado. Para isso, ela e Andy iniciam uma nova parceria que leva as personagens até Milão, um dos centros mais simbólicos da moda internacional.
Bilheteria confirma força da franquia
O novo longa estreou acima das projeções e abriu com US$ 233 milhões (R$ 1,1 bilhão) mundialmente, registrando a segunda maior estreia global do ano para um filme hollywoodiano, atrás apenas de Super Mario Galaxy.
Nos Estados Unidos, a produção já soma US$ 144,8 milhões (R$ 708,9 milhões).
No mercado internacional, arrecadou outros US$ 288,4 milhões (R$ 1,4 bilhão) em 51 territórios.
A queda de público no segundo fim de semana foi considerada baixa para os padrões das grandes estreias recentes, indicando forte permanência nas salas e boa recepção do público.
Com orçamento estimado em US$ 100 milhões (R$ 489,6 milhões) sem contar os custos de divulgação, o filme já ultrapassou com folga o valor investido pelo estúdio.
A expectativa da indústria é que a arrecadação final fique entre US$ 700 milhões (R$ 3,4 bilhões) e US$ 800 milhões (R$ 3,9 bilhões) ao término da exibição nos cinemas.
Moda, influência digital e crise da mídia impressa
Mais do que revisitar personagens conhecidos, a continuação utiliza o universo fashion para discutir a transformação da comunicação contemporânea.
A nova trama abandona parte do glamour idealizado do primeiro filme para abordar a fragilidade das revistas tradicionais diante da cultura digital e da lógica acelerada das redes sociais. O roteiro apresenta uma Miranda Priestly menos intocável e mais pressionada por investidores, métricas e relevância online, elementos que refletem mudanças reais enfrentadas pela indústria editorial nas últimas décadas.
Ao mesmo tempo, o longa mantém características que tornaram o original um clássico moderno, figurinos elaborados, diálogos rápidos, humor ácido e conflitos profissionais intensos.
Recepção supera avaliação do primeiro filme
Além do sucesso comercial, O Diabo Veste Prada 2 também apresenta desempenho positivo entre crítica e público. O filme registra mais de 77% de aprovação no Rotten Tomatoes e recebeu nota A do público no CinemaScore, resultado superior ao obtido pelo primeiro longa, lançado há vinte anos.
A sequência também estabeleceu novos recordes pessoais para Meryl Streep e Emily Blunt em mercados internacionais, tornando-se um dos maiores lançamentos da carreira das atrizes em arrecadação global.
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